quarta-feira, 25 de julho de 2018

14 anos e 7 meses de idade e 14 anos de Transplante


No dia 26 fará 14 anos que o Transplante Hepático do Alex foi efectuado!

Grande abraço para o Dr. Emanuel Furtado, outro igual para a Dra. Isabel Gonçalves e para todos os que nos têm acompanhado ao longo deste anos no Hospital Pediátrico de Coimbra!

Bem hajam!

Desde as primeiras férias do Alex em Ibiza em 2006, até às deste ano!







quarta-feira, 23 de maio de 2018

10 dias que abalaram o mundo - John Reed

Hoje reparei que já não leio um livro há meses!! Pensei em reler um que me tivesse impressionado e me tivesse deixado saudades e ocorreu-me O Admiravel Mundo Novo e lembrei-me inevitavelmente do Jim Morrison e The Doors Of Perception do mesmo autor, também da Cidade e as Serras do Eça, ou até a Queda de Um Anjo do Camilo.... mas a sorte caiu para 10 dias que abalaram o mundo do John Reed, que recordo viveu a Revolução Russa muito de perto e conheceu Lenine e Trotsky.

Quem já lá tenha estado e ouviu (e viu) como a família imperial vivia em Moscovo e St. Petersburgo, enquanto o povo miserável morria à fome, logo perceberá porque houve uma revolução e porque aconteceu daquela forma cruel, mas este livro ajuda a compreendê-la de uma forma brilhante!


Um sugestão de leitura!!!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Prof. Dr. João Calvão da Silva - uma sentida homenagem

Poucos saberão, mas um dos principais aliados da defesa da Transplantação Pediátrica em Coimbra era o Prof. João Calvão da Silva.

Comecei a ouvir falar dele no Curso de Direito e li alguns dos seus textos, mas nunca foi meu professor. Um dia, conheci-o por ocasião do lançamento do meu livro em Ovar!

Fomos almoçar juntos, eu o Professor Linhares Furtado, o Prof. Daniel Serrão, o Prof. Calvão da Silva, as N/ Esposas, a Inês, a Patrícia e o Alex.

Eu fiquei precisamente ao lado do Prof. João Calvão da Silva e fiquei maravilhado com as histórias, com as anedotas, com o humor permanente, enfim, ele sozinho, conseguiu criar um clima descontraído e fantástico.

Depois disto, ele convidou-me para participar num Curso em Coimbra e como me era impossível participar, combinámos que o faria noutra altura o que infelizmente nunca aconteceu!

Um dia, quando a transplantação hepática estava "nas ruas da amargura", porque o Dr. Emanuel Furtado tinha saído e as crianças passaram a depender de Madrid, foi o Dr. João Calvão da Silva que me ouviu e que levou ao então primeiro ministro e ministro da saúde, uma minha carta onde demoradamente e exaustivamente, defendi uma determinada solução, que na altura parecia utópica e impossível de se concretizar, mas passados poucos meses e com a preciosa ajuda do Prof. Linhares Furtado, acabou por prevalecer!

Nunca lhe agradeci convenientemente a ajuda que deu ao País, porque estou convencido que o seu apoio foi efectivamente fundamental para o sucesso do que conseguimos e por isso hoje temos um programa de transplantação hepática pediátrica a funcionar em pleno!





À sua Esposa a Dra. Ana Maria Calvão, directora do Gabinete Coordenador de Colheitas e Transplantação do CHUC e familiares directos, os meus sentidos pêsames.


O Sr. Prof. João Calvão da Silva era uma pessoa excepcional, um académico brilhante e um ser humano notável!

Sr. Prof. João Calvão da Silva, um grande abraço para si onde quer que esteja!



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Este sorriso dava um filme... Por Mário Augusto

Este sorriso dava um filme... Leiam porque é com todos, mesmo com aqueles que acham que nada têm nada a ver com isto.

A indiferença deveria pagar imposto e deduzir no IRS sempre que mostrámos o quanto nos preocupamos genuinamente com os outros que sofrem algum tipo de dor, estigma ou injustiça nessas atitudes de uma sociedade regulada e padronizada. Vive-se no mundo da hipocrisia, gostamos de padronizar e não somos capazes de olhar para a diferença com uma atitude solidária e verdadeiramente sã de valores ou consciência quantos passam ao lado... Passamos num disfarce por egoísmo. Olhamos de soslaio e gritamos para dentro: “coitadinhos” como quem pede expiação com medo que se pegue. Temos boa desculpa: os tempos são duros e de incerteza! Pois são... mesmo muito duros. Mas reparem: são muito mais duros ainda para quem, ao nascer, foi marcado por uma circunstância de parto, de infeção, de negligência ou sabe-se lá mais o quê que possa ter acontecido e que ditou uma condicionante de vida, para a vida. Pois, pois... mas não é só aos outros que acontece, pode bater à nossa porta. Aí é que se grita: “Aqui d’el rei! Quem acode?”. Aí percebemos que não há quem nos acuda. E sabem porquê? Porque os outros (que também éramos nós) também passam ao lado por egoísmo. Por falta de tempo. Por indiferença. Por hipocrisia. Quando assim é, há a tendência para aquele sofrimento à flor da pele, aquela comichão que passa com água e sabão social. Tratamos brevemente, para a seguir enxugar a mão que afagou a dor. Eu sou pai desta jovem sorridente, uma jovem com paralisia cerebral, a grande Rita. Não imaginam o que vemos na falta de sensibilidade (até de muitos técnicos de saúde) para lidar com a diferença. Eu sei do que falo: nada custa mais do que a insensibilidade e a indiferença. Nada mais dói do que ver uma criança chorar em esforço por tentar fazer um movimento tão simples como mover um pé e este não respeitar a ordem do cérebro e o passo não se dar, não seguir em frente. Lembra-se de ver o seu pequenote a correr pela primeira vez atrás de uma bola? Aquele primeiro trambolhão de passo atabalhoado e de descoberta? O primeiro “gu-gu, dá-dá”?... Pois! Pensem nisso, porque há pais que nunca experimentaram essa sensação, estão em dor constante lá no fundo. Contudo, eles descobrem outras felicidades que os ditos filhos normais não dão pela – dita – normalidade padronizada. Pode explicar-se muito sobre a dor, talvez até encontrar a fórmula química e desenhar os gráficos dessa dor no cérebro, mas só quem experimenta é que sente. Fazer a felicidade a alguém frágil e desprotegido é como trabalhar uma peça de artesanato única, uma filigrana de pequeninos fios que, juntos e enleados, mostram uma beleza que – de per si – eles não guardavam. É isso que é ajudar alguém com paralisia cerebral (cá para mim, nome feio e inadequado ao que realmente é). Conheço mil e um casos de paralisia cerebral, filhos de pobres e de ricos, analfabetos e doutores (até médicos também foram tocados por essa seleção), mas é preciso tão pouco para dar muita felicidade a quem sofre. Há, todos os anos, cerca de 200 novos casos de paralisia cerebral. Estão sinalizados cerca de 20 mil no nosso país, com vários graus de dificuldade e lesões. Mais do que lidar com o problema, a dificuldade está em lidar com a falta de sensibilidade social para ajudar e compreender os que sofrem com este estigma. Há 18 anos que andamos em família a lutar contra moinhos de vento, tentando ajudar a minha filha a sorrir. Que bom…conseguimos que ela não só sorria, mas que ria á gargalhada a olhar para vida... Alguém pergunta, na escola, na clínica, na segurança social, nas juntas médicas, nos organismos (quase todos eles) os que são obrigados a faze-la sorrir e a tratam como um numero de estatística, o quanto custa esse sorriso e gargalhadas de vida? O que queria era conseguir (e tudo está no bom caminho) é que ela aprendesse a lutar contra a hipocrisia e a indiferença de muitos que não sabem o que é sofrer por ser diferente. Às vezes, basta a atitude de um simples gesto. Se o mundo é redondo e gira, a vida dá muitas voltas. Quem sofre, está de alguma maneira mais preparado para essas voltas que o mundo dá. Por vezes não vale disfarçar a hipocrisia, fugir ou ignorar, será esse mundo que é de todos (inteligentes ou diminuídos, atletas ou incapacitados, invisuais ou caixas de óculos) será o mundo a encarregar-se de dar a sua volta, passa de novo por nós. Por vezes surpreender na volta mesmo a quem não está a acenar. Deu-me para este desabafo porque encontrei esta foto da Rita a sorrir e lembrei-me do longo percurso feito e o que há para fazer por todos os que sofrem pela diferença e ignorância dos outros. Pensei na felicidade que mostra, pensei nos outros que não podem sorrir assim. É uma foto antiga onde ela está a aprender a sorrir e agora que esta quase a chegar á idade adulta, fiquei a refletir quanto ela é forte, qual Dom Quixote luta contra os moinhos de vento das regras formalismos e ignorância, talvez burrice hipócrita de muitos com quem se cruza....Ainda bem que sorris Rita, assim sempre desarmas muitos dos que só sorriem em tom amarelecido, ou apenas esboçam o sorriso porque nem sequem sabem viver para passar a traço fino esse desenho de boca que lhes fica estático... Desculpem o desabafo. Podem partilhar porque sempre desinquietam uns quantos que nunca se inquietam com a diferença.

Mário Augusto


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Luanda ... 42 anos depois

Nos andares superiores ao R/C, no do meio, vivia eu há 42 anos atrás!!

O prédio do outro lado da rua, no meu tempo era quase novo...
Aqui em baixo vê-se em cima e a meio, a janela da Cozinha, que era de correr para a parede do lado esquerdo e agora já não é.
Como se pode ver, a varanda já não existe, pois foi toda tapada com janelas fixas e na parte do painel acrílico, tem uma meia parede de tijolos.
No meu tempo, o sítio onde os carros estacionam agora, era passeio. O N/ passeio para os carrinhos de rolamentos e corridas de caricas!

Nesta foto em baixo, vê-se um bocadinho do tal prédio, que agora tem aquele aspecto degradado. O prédio fazia uma espécie de dente e por isso, esta parte era visível do N/ prédio, mas na foto actual do cimo, esse dente não aparece visivel.
 Os meus amigos...
 A Paula com a minha prima Nini ao colo.
O meu Pai e a colecção de selos.
O Gentil, o Orlando (irmão da Paula), o meu irmão Carlos, Eu, o Navarro (de Cuba - Alentejo), o Delmar e... no final a Paula. Que me desculpem os outros, mas não me lembro do nome! Falta o Betuca, que deve estar escondido, irmão do Gentil e do Delmar.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Amigo Salvador Sobral

Neste meu “post” de 26/03/2017
http://lutarateviver.blogspot.pt/2017/03/salvador-sobral-e-luisa-sobral.html ,
escrevi “desejo-te muita e BOA SORTE para a tua saúde e um bocadito só de sorte para a Eurovisão, pois deve ser suficiente …”
Com efeito foi suficiente e aquilo que alguns achavam impossível e outros até ridicularizaram, aconteceu e tu ganhaste e nem sequer foi preciso o “bocadito” de sorte que te desejei!
Mas também te disse, “Caro Salvador, não te conheço pessoalmente, mas dou-te um forte abraço e se necessitares mesmo de um transplante (…), coragem, pois será a luta mais importante da tua vida e essa sim, terás de vencer!”
Coragem Salvador, se puderes lê o “Lutar Até Viver”, talvez te ajude um pouco neste momento difícil, mas se não o puderes fazer, acredita e tem fé que vais conseguir! Todos rezaremos por ti para que venças esta fase difícil!

MUITA FORÇA E BOA SORTE SALVADOR!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ibiza e o Hippie que afinal é de Amesterdão!!

Depois de tantos anos a passar férias em Ibiza, não posso deixar de me admirar por ainda ficar surpreendido com algumas coisas que lá se passam!

Em cada novo ano, percebemos que Ibiza é cada vez menos a "nossa" Ibiza e cada vez mais o negócio, um gigante negócio diga-se e a inocente comunidade Hippie vai perdendo a "virgindade"  e cada vez mais os confundimos com uns desenvergonhados "homens de negócios" e acabamos por reparar que o Senegalês Moustafa que vende panos na praia de Cala Tarida e que até nos surpreendeu por ter Cartão de Cidadão Português, acaba por ser mais genuíno que todo aquele teatro que nos rodeia e começa a incomodar!



Esta história é hilariante!! Então a Pachá andou a "explorar" esta imagem durante anos, sem autorização, como representativa genuína da comunidade Hippie e afinal a pequenita holandesa da foto, já quarentona, na primeira vez que visitou a ilha deparou com a sua gigante foto com o Pai, numa festa Hippie da mesma Pachá em Ibiza!!!



Vá lá, que a "Paz e o Amor" deram para perdoar e tudo se esqueceu, mas livraram-se de um processo que até teria a sua piada!

A foto mais popular de Ibiza, afinal é ... de Amesterdão!!


Tomem lá com um Hippie de Ovar!!


E agora uma imagem do Sol em Ibiza, mas ao contrário, ou seja, aplaudem o "Pôr do Sol", eu ofereço-vos o "Nascer do Sol" 


Viva Ibiza, mas perdoa-me Ibiza, está tudo cada vez mais "Fake". O mar, esse, por sorte ainda está igual!


Já, agora... e não é que este ano encontrámos o Jim Morrison e a Janis Joplin, a namorar!




segunda-feira, 31 de julho de 2017

E finalmente chegou o dia da ida ao Dragão!

O Illia delirou com este Domingo fantástico! Nunca mais o esquecerá!

Desde que percebeu, que ia apoiar o Porto, vestiu a camisola de corpo e alma!! Parecia Dragãosinho desde que nasceu!





Próximo "programa" será a Feira Medieval na Vila da Feira!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Alex - 13 anos de Transplante

Faz hoje 13 anos que o Alex foi transplantado.

Como habitual, assinalo aqui a data com a memória especial e com muito carinho de todos os que permitiram o seu "renascimento".

Grande abraço ao Dr. Emanuel Furtado e milhões de beijinhos à Dra. Isabel Gonçalves e a todos aqueles os que estiveram com eles quer no Pediátrico, quer no HUC!

Obrigado!

Verão Azul - DN



terça-feira, 18 de julho de 2017

Verão Azul - Meninos de Chernobyl

Apresento-vos o Illia !

O Illia vive perto de Chernobyl e veio a Portugal passar férias por causa do "Projecto Verão Azul", patrocinado em Portugal pela Liberty Seguros.

Estes meninos que vivem em zonas expostas a muitas radiações, necessitam do iodo que o N/ ar marítimo tem em abundância, para que possam ter um pouco mais de longevidade no seu horizonte!

Foi a primeira vez que o Illia viu o mar!

Imaginem como foi !!





quarta-feira, 28 de junho de 2017

China, Macau e Hong-Kong

A Viagem Generali 2017
Obrigado Generali








segunda-feira, 5 de junho de 2017