sexta-feira, 11 de maio de 2012

CAPÍTULO II

O DIAGNÓSTICO

O pesadelo iniciou-se, as picadelas das agulhas

começaram sem tréguas e a tortura instalou-se majestosamente.

Nem todos nos hospitais têm a sensibilidade suficiente

para lidar com crianças, especialmente bebés de meses e que

necessariamente têm veias muito finas e de difícil tacto! Algumas

das enfermeiras que picavam o Vitinho (para as colheitas de

sangue permanentes), quase que preferiam picarem-se a elas

próprias, a causar esse sofrimento, mas outras não, era mais

picadela menos picadela!

No Hospital São Sebastião os exames sucederam-se, mas

ninguém chegava a nenhuma conclusão! Cada médico que via o

nosso filho, via ali um caso raro e uma oportunidade de estudar

um caso clínico diferente. Especialmente por isto, os exames

repetiam-se e cada um queria por si próprio ter a certeza que as

análises eram assim ou eram assado!

Entretanto a Sissi foi tendo acesso aos dados, percebeu

que nos tinha de colocar “nas mãos” de uma determinada

hepatologista pediátrica e foi por essa ‘enorme’ razão que

conhecemos a Dra. Ermelinda do Hospital Maria Pia, no Porto.

Como já referi, o tempo estava a contar e ao tomar esta

decisão, a Sissi sem ter ainda essa consciência, tinha acabado de

salvar a vida do nosso filho…

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Só que, azar dos azares, a Dra. Ermelinda estava de saída

para um congresso em Paris, mas disse-nos logo que o Vitinho

tinha de ser internado, mas não num sítio qualquer, teria de ser e

parafraseando-a, com a “sua Mestra” a Dra. Margarida Medina

do Hospital Santo António!

Chegados ao Santo António, começaram novamente os

exames e tudo aquilo que levávamos da Feira ficou prejudicado!

Também lá deparámos com os dois lados da nossa medicina, o

lado brilhante e o lado medíocre, por exemplo, uma médica

poucos minutos depois de dar um clister ao Vitinho, tentou

meter-lhe um supositório de paracetamol, isto perante o nosso

olhar incrédulo!

Felizmente, foi também no Santo António, que

começámos a conhecer outra vertente da medicina portuguesa, o

lado dedicado, competente e inerente a quem faz algo por missão!

A Dra. Margarida Medina foi um anjo que nos apareceu!

Houve imediatamente uma empatia mútua, ela compreendeu-nos

colocou-se do nosso lado e viveu o nosso drama, como se nos

conhecesse há séculos.

Só que o estado do Vitinho nunca melhorou, o sangue não

coagulava, a icterícia era cada vez mais alarmante e foi nessa

altura que começámos a ouvir falar de transplantação hepática!

O estado de saúde do nosso filho era este, dava-se um passo em

frente e logo imediatamente, três atrás!

Sempre que era necessário efectuar colheitas, o que

acontecia todos os dias, gelava-nos o coração ao vermos o seu

sofrimento. Era picada atrás de picada, muitas vezes com a

agulha espetada “esburacavam” à procura da veia, era espetar,

tirar, voltar a espetar e o sangue, nada! Desistiam, estudavam o

pescoço, voltavam a espetar no braço, enfim, um desespero!

Muitas vezes tínhamos de colaborar na tortura… como

ele ainda mamava, deixávamo-lo agarrar-se à mama da Mãe e

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assim conseguia-se “trabalhá-lo” de forma mais eficaz. Este

método acabou por ser utilizado, com grande frequência, nas

ecografias, enfim, numa série de situações que obrigavam o

Vitinho a estar quieto. Alguns dos técnicos de saúde, por vezes,

olhavam-nos com desdém, mas depressa percebiam que o

método funcionava e acabavam por “entrar no jogo”.

A maior parte desses técnicos parecia não ter bem noção

do que estávamos a passar! Vendo ‘a coisa’ a esta distância,

ocorre-me que, não seria descabido colocar também na ficha

clínica uma cronologia dos factos, incidentes e tentativas! Devia

aparecer, “tirou sangue para análises às tantas horas”, só à “nona

picadela acertaram na veia”, depois “fizeram uma ecografia, mas

estiveram uma hora num corredor à espera do médico, depois

veio o médico e trocaram a ficha e esqueceram-se do paciente e

ainda depois, mediante a insistência dos pais é que perceberam o

que tinha acontecido, ao fim de três horas regressaram da

ecografia e almoçaram”. “Veio um pico de febre e foi necessário

picar novamente o pequenito, desta vez não correu muito mal, à

sexta tentativa lá conseguiram tirar o sangue”, etc, etc.

Se os técnicos de saúde percebessem a cronologia de

alguns destes dias, talvez tivessem outra atitude perante

situações idênticas! Talvez respeitassem mais a Mãe que não se

coibiu de colocar o seu peito ‘de fora’ para assim aconchegar o

seu filho que necessitava desesperadamente da sua protecção

quando alguém o martirizava do outro lado. Esta crítica não é

merecida por muitos dos profissionais de saúde que lidaram

connosco, mas faço-a, porque esses, os que não a merecem,

provam-no no ‘dia a dia’ quem são e como são, e esses de certeza

que não se sentirão atingidos! Nós não éramos um caso especial,

éramos apenas mais um caso que merecia toda a atenção e esse

é o comportamento normal, o correcto perante a vida.

Enfim, conforme o pesadelo se ia apoderando das nossas

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vidas, conforme os testes e exames iam mostrando as suas

verdades, fomos sabendo quem era o nosso inimigo mortal, um

somatório de problemas, mais precisamente, Citomegalovírus

(1), Défice de Alfa1 Antitripsina (2) e absoluta intolerância às

proteínas, ou seja, uma Doença do Ciclo da Ureia (3)!

A icterícia ia “ganhando cada vez mais terreno” e a

coagulação do sangue era nula.

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Não esquecer ...

Que estou a a publicar o livro "aos poucos"....

Isto é, para conseguir lê-lo com lógica, tem de procurar o "post" inicial e depois subir até ao "post" que se segue, etc, etc.

Ou seja, quase que parece que o livro está ao contrário....

Para se publicar como se de um livro se tratasse, teria de ser num único "post" e isso, obviamente não é possível.

Vou tentar colocar os desenhos da Inês nas mesmas páginas... eis uma boa oportunidade para os revermos, alguns deles feitos com apenas 13 anos.
O INÍCIO
ilustração por Inês

O nosso filho nasceu no dia 07/12/2003, de parto

normal e durante a gravidez, a única coisa “esquisita” que se

detectou foi uma ecografia morfológica que vislumbrou um

intestino hiperecogênico.

Aparentemente, esse “pormenor” poderia sugerir uma

possível fibrose quística, mas após conversarmos com o nosso

estimado amigo e médico obstetra, o Dr. J. Henriques, depressa

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concluímos que nunca, em caso algum, veríamos o aborto

como uma solução! Depois de vermos o nosso filho mexer,

depois de verificarmos que poderia necessitar ainda mais de

nós, nunca iríamos resolver o problema antecipando-lhe a

morte, obviamente que isso não seria solução!

Aquele “pormenor” que não se veio a verificar,

funcionou como predestinação para o que nos esperava, para a

árdua e desesperante luta que tivemos de travar poucos meses

depois.

O Vitinho nasceu aparentemente sem quaisquer

problemas. Contudo, passado pouco tempo e conforme se

foram introduzindo as proteínas na sua alimentação, foi-se

instalando uma icterícia que de forma progressiva mostrou-nos

que algo de errado se passava com a função hepática.

A nossa médica pediátrica era a Sissi, ou melhor, a Dra.

Cecília nossa prima, que inicialmente desvalorizou os sintomas

e que um dia sonhou com o nosso filho … e teve um mau

pressentimento! No dia seguinte telefonou-nos e marcou

exames mais aprofundados no Hospital São Sebastião na Feira.

Foi aqui que começou o nosso calvário!

Sem o sabermos, nesse preciso momento, tínhamos

iniciado uma luta contra o tempo.

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Lutar até Viver - (cont.)

NOTA PRELIMINAR

Todas as pessoas aparecem citadas pelos seus verdadeiros

nomes. Ainda assim, tentarei preservar alguma discrição e por

isso, com duas ou três excepções, irei omitir os seus apelidos.

Obviamente que quem ler o livro e conhecer os ambientes em

questão, perceberá de imediato quem são as pessoas citadas.

Espero que as mesmas não me levem a mal por isso e a todas elas

o meu sincero agradecimento por terem tornado tudo possível.

Em 2004 ‘o mundo’ da transplantação hepática era-nos

completamente desconhecido.

Entrámos neste meio por causa do transplante hepático

do nosso filho e ficámos a conhecer uma vertente da medicina

muito nobre e desconhecida da sociedade em geral.

Entretanto, ao longo dos meses fomo-nos apercebendo

das virtudes, das insuficiências e de algumas particularidades.

Recentemente, o programa de Transplantação Hepático

Pediátrico (TRH) passou por algumas dificuldades que poderiam

ter custado a sua continuidade em Coimbra e em Portugal, pois

apenas em Coimbra se fazem transplantes hepáticos pediátricos.

Hoje, graças à HEPATURIX muita coisa tornou-se pública

através dos jornais, das rádios e das televisões. Tudo isto

mostrou ao país uma realidade desconhecida de todos, mesmo de

alguma classe médica!

A HEPATURIX é uma associação de jovens

transplantados e com doenças hepáticas crónicas e nós, os pais

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que a fundámos, tivemos um papel determinante na defesa da

“Escola de Coimbra” criada há 15 anos pelo Sr. Prof. Alexandre

Linhares Furtado e hoje liderada pelo seu filho!

Felizmente que o Dr. Emanuel Furtado manteve-se

connosco e à frente do programa TRH. Hoje, passados mais de

dois anos e meio sobre essa “crise”, continuamos com algumas

preocupações, mas pelo menos o programa funciona!

Assim têm-se salvo algumas vidas “pequeninas”, porque

nem todos os casos teriam resposta no estrangeiro, como aliás se

verificou nessa altura com o envio de uma criança para Madrid e

que acabou por ser transplantada em Portugal.

Como entretanto a transplantação hepática deixou de ser

notícia pelas “piores” razões, apercebi-me que o assunto tem tido

tendência a esbater-se. Ao poder político e a quem decide, espero

que o livro sirva pelo menos para relembrar que é necessário

investir na formação de mais cirurgiões!

Espero também que este seja um testemunho útil para

todos aqueles que tenham a infelicidade de passar por um

processo idêntico! Aos outros, ficará apenas a história…

A nós tinha-nos feito muito bem se tivéssemos acedido a

um testemunho deste género na altura certa! Por imperativo

moral supri agora essa falta, era o mínimo que poderia fazer, só

espero tê-lo conseguido com a qualidade mínima desejável!

O diminutivo Vitinho foi o nome que os médicos e

enfermeiros “baptizaram” o nosso filho e por isso é esse o nome

utilizado neste livro, embora para ele o nome soe um pouco a

estranho…

Vitor Raimundo Martins

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CAPÍTULO I

E de repente, tudo pára…

Lá fora passam os carros, numa pressa tão inusitada, que

parecem pertencer a uma qualquer corrida de fim-de-semana.

Correr…

Parece que o tempo me deu um estalo em câmara lenta e

me deixou parada, fazendo cair tudo o que mexia.

Agora sinto o ar, oiço os passos discretos de quem se

move, atento nos sinais mais discretos do tempo.

O dia-a-dia está off. Suspende-se o stress, e tudo o que

ontem era importante, hoje é completamente destituído de

sentido. Creio até que o ontem tinha um pouco de insano,

ridículo e até satírico.

Agora o respirar é vital.

O homem é realmente um bicho descaracterizado, onde

nada é igual a nada, onde ontem e hoje não tem sentido. Sim, faltanos

sentido, o nosso lado racional transforma-se e dissolve-se

perante o medo. E de repente tudo fica reduzido a reacções

primárias: choro, medo, taquicardia, sorriso, tremuras…

Os “objectivos de vida” são detalhes e ficam reduzidos à

existência, quando nos se depara uma barreira, uma doença, uma

infelicidade qualquer.

São 10 horas da noite, existem dois mundos em paralelo

a rodar, um lá fora, e outro na dimensão oposta, cá dentro, dentro

de um quarto, com janela, para outra janela de vidro martelado,

com estores para tapar o sol que teima em se levantar no outro

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lado. Aqui, apenas as lâmpadas fluorescentes fazem a diferença,

quando se acendem e anunciam a noite, bizarro, não?

Depois ouve-se lentamente os choros a sobressair entre as

vozes das enfermeiras, o tlim tlim dos biberões esterilizados a

serem alvo do sossego dos recém–nascidos sem mãe presente e

que ao colo de uma bata branca deglutem o líquido branco que

os sustêm mas não acalenta.

Dentro do espaço onde faço os movimentos de

translação, ouço a bateria do computador, o respirar do meu

bebé, e penso que fazer às horas de que já perdi o ponteiro.

As minhas necessidades passaram ao ponto primário e

agora basta-me muito pouco para levar o dia, a não ser este

aparelho, que me permite suspirar pensamentos sem medo de me

perder nos mesmos.

Luto entre o que tenho por fazer lá fora e a necessidade

de estar aqui a 500%, entrecorto a escrita com o ouvido atento

no respirar. O turbilhão de emoções, entre a esperança, a lógica,

o racional e o desespero esgotam-me as forças e chego às 22

horas exausta.

Só quero que a noite me relaxe com os braços à volta do

meu filho e que a manhã apareça com laivos de nova esperança, no

sorriso sereno de uma médica, que me diz: vamos ver, vamos ver…

E no corre, corre parado das horas desfaz-se e refaz-se a

esperança, a raiva de lutar contra o tempo e a teimosia de

acreditar em Deus e que o milagre aconteça.

Tenho fé, tenho fé, tenho muita fé.

Na janela interior do quarto, tenho uma imagem de Nossa

Senhora, com uma serenidade espelhada no rosto, de que não me

tinha apercebido anteriormente. As suas mãos unidas em oração,

pedem-me paz e oração, não resisto e rezo, rezo…

Lígia,

Hospital de Santo António, Maio de 2004

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O Portista desdentado!


O Alex foi ao futebol pela primeira vez, viu o Porto 2 - Sporting 0 e veio do Dragão maravilhado com a festa e com o Hulk! Há umas semanas o Alex tinha conhecido o Hulk por mero acaso na casa de uma nossa prima em Sta. Maria da Feira, agora viu-o jogar e é o seu heroi!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O clube do Alex

A Ilda durante os primeiros anos após transplante tomou conta do Alex porque ele não podia ir para o infantário. A Ilda é uma fanática benfiquista e durante esses primeiros anos fez várias lavagens cerebrais ao nosso filho para o tornar num fervoroso adepto "do glorioso"!!

Qual será o clube do Alex?

Resposta no post que se segue!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

PREFÁCIO
por Dr. Emanuel Furtado
Responsável pelo Programa de Transplantação
Hepática Pediátrica nos H.U.C.
Lutar até Viver
é o testemunho impressionante do
percurso de luta pela vida, de uma criança, desde tenra idade,
gravemente doente. É o relato das venturas e desventuras de
quem passa meses no ambiente hospitalar, acompanhando um
filho com doença hepática terminal, com notável expressão
simultaneamente da realidade factual e do turbilhão de
sentimentos e pensamentos que a acompanham. A leitura do
texto coloca-nos dentro da história e faz-nos sentir
sucessivamente, o embate do diagnóstico e a percepção do
gradual, mas rápido, agravamento da doença; a brutalidade e
risco da única opção terapêutica e a agonia da espera por um
orgão; a complexidade da decisão de doar parte do próprio
fígado em vida e a surpresa de afinal não ser necessário fazê-lo;
a paragem do tempo no dia do transplante e a estranha alegria
que acompanha o regresso do bloco operatório, de uma criança
escondida no meio da parafernália de instrumentação; a alegria
do primeiro passeio no jardim do hospital e a da alta hospitalar;
a angústia que rodeia qualquer intercorrência e a repulsa que
causa qualquer perspectiva de novo internamento; as
modificações comportamentais que condicionam todos estes
acontecimentos na vida familiar e os receios pelo futuro;
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É também uma reflexão breve e prática sobre aspectos
que importam à sociedade – doação de orgãos após a morte e em
vida, política de afectação de recursos à saúde, problemática da
negação de seguros a doentes crónicos ainda que com excelente
esperança de vida – na perspectiva de um pai com formação
jurídica e envolvido na actividade seguradora;
Admiravelmente enriquecido pelos textos, plenos de
sentimento, da mãe, e pelas gravuras das irmãs, Inês e Patrícia.
De leitura fácil, convirá, seguramente, a outros pais que,
por infortúnio da Natureza, hajam de passar por similar
provação, contribuindo para o seu esclarecimento e preparação,
mantendo sempre a esperança, dado o seu tom permanentemente
positivista.
Aos profissionais de saúde fornece a perspectiva de quem
está “do outro lado”, conhecimento imprescindível na procura
da melhoria dos cuidados que prestamos aos nossos pacientes.
Não sei se um agradecimento se enquadra formalmente
num “prefácio” mas não resisto a agradecer – e estou certo que a
mim se juntam muitos dos profissionais que cuidaram do
Vitinho, nas várias instituições por que passou – a recompensa
que nos ofereceu ao escrever:
“Quando o vemos no meio das brincadeiras com os
outros miúdos, o mais fantástico é que o Vitinho é efectivamente
uma criança que não se distingue das outras. Corre, joga
futebol, grita, é traquina e ninguém consegue perceber pelo que
passou.”
Coimbra, 08 de Outubro de 2009
Emanuel Furtado
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Lutar Até Viver
Transplantação Hepática Pediátrica
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Ao dador anónimo


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“A força não provém da capacidade física
mas sim de uma vontade indomável”
Mahatma Gandhi

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a
Daniel Schneider
(16/04/1947 – 02/04/2004)
in memoriam

Lutar Até Viver
Transplantação Hepática Pediátrica

À Dra. Isabel Gonçalves

A si, por ser a segunda Mãe…
Nós temos o nosso filho, o nosso caso,
as nossas preocupações, os nossos medos,
as nossas vitórias e as nossas lágrimas!
A Dra. Isabel tem o nosso … e todos os outros!
Nos seus olhos vêem-se todos os casos que correram bem,
mas percebe-se a dor pelos que não se salvaram.
Obrigado pela coragem.
Obrigado por se ter dedicado à Hepatologia.
Obrigado por sempre ter lutado pelo programa
de transplantação hepática.
Obrigado por ter acreditado.
Obrigado

Lutar até Viver - o texto do livro

A partir de hoje vou começar a publicar (aos poucos...) o texto do nosso livro.

Actualmente a maior parte das solicitações chegam do outro lado do Atlântico e infelizmente não consegui a publicação do livro no Brasil.

Um dos propósitos principais do livro era tentar ajudar quem viesse a passar por um processo idêntico e isso torna-se quase impossivel, quando falamos da comunidade que fala português e que está espalhada por esse mundo fora!

Agradeço divulguem, leiam e releiam!

Ultimamente tenho escrito pouco no Blog e isso é sinal que as coisas em Coimbra têm estado a correr melhor! Com a publicação do livro desta forma, darei vida nova ao Blog e num outro sentido!!

Abraços e beijinhos do Vitinho

Relembro os meus contactos



00 351 96 421 5245

Rua Visconde de Ovar, 8 

3880 - 272 OVAR

Portugal

domingo, 22 de abril de 2012

Novamente a Patrícia ...



Há dias chamaram-nos a atenção para esta foto na revista VIP.

É sempre curioso depararmo-nos com uma foto destas, familiar...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Homenagem de hoje ao Sr. Prof. Alexandre Linhares Furtado

Hoje soube desta merecida homenagem (Prémio Nacional de Saúde 2011) feita pelo Sr. Ministro da Saúde ao Prof. Linhares Furtado e naturalmente que não posso deixar de me associar aos muitos portugueses que ficaram radiantes com esta notícia.

Sinceramente desconheço se houve algum facto especifico que determinou este prémio, mas arriscaria a dizer que, a forma como o Sr. Prof. se bateu pela manutenção dos transplantes pediátricos em Coimbra era só por si facto suficiente para a atribuição deste "prémio", pois em boa verdade essa "luta" tomou-nos grande parte do ano de 2011 .

Já uma vez ouvi o Sr. Prof. lamentar-se pelo facto da sua descoberta dos transplantes sequenciais (vulgo dominó) não ter tido o reconhecimento internacional que merecia, é verdade, digo eu, mas maior reconhecimento é aquele que vemos no dia a dia, nos olhos de todos aqueles que hoje estão vivos e devem-no ao Sr. Professor.

Quem conhece todas as dificuldades e insuficiências por que passou o programa de transplantação hepático pediátrico, sabe que se não fosse o espirito audacioso, a coragem, a visão e a enorme competência intelectual e técnica do Prof. Linhares Furtado, provavelmente ainda não haveria em Portugal transplantação hepática pediátrica.

Grande abraço Sr. Professor e um forte beijo do Vitor Alexandre!

sábado, 31 de março de 2012

Mercedes vs Patrícia

Não, a Patrícia não está vestida de noiva, nada disso!!!

Para quem tiver curiosidade...

http://sequingown.wordpress.com/2012/03/31/elsa-barreto-springsummer-2012-for-mercedes-class-sl/




A noite passada fui assistir ao desfile da coleção Primavera/Verão de Elsa Barreto para a apresentação do Novo Mercedes Classe SL.
Para falar do carro, uma palavra basta: deslumbrante. Perfeito para a mulher de negócios moderna, que tem uma vida agitada durante o dia e muitas festas para ir à noite. A mesma palavra pode também adequar-se ao desfile. Foi, provavelmente, a minha coleção preferida de sempre da Elsa (...)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Rádio Renascença - Entrevista de ontem dia 14

Ontem de manhã a Renascença contactou-me e entrevistou-me várias vezes, sempre que começávamos a entrevista uma qualquer anomalia técnica “boicotava” a minha “performance” e francamente já nem me lembro bem o que disse! Contudo, uma coisa tentei dizer, é que falava enquanto pai de uma criança transplantada e nesse sentido, qualquer pai ou mãe ficavam felizes com o retomar dos transplantes em Coimbra e expliquei porquê, falei da empatia que existia com o Dr. Emanuel, com a Dra. Isabel, com a restante equipa, falei do apartamento que disponibilizávamos às famílias, falei da forma como facilmente todos nos entendíamos, etc, etc, etc.
Quem lê este artigo, naturalmente que o que sobressai é antes uma “crítica” directa ao “La Paz”!
Espero que no áudio tenha passado tudo, mas o que eu disse efectivamente foi que Madrid era um centro de transplantação de referencia, que eram lideres na recolha de órgãos e na transplantação dos mesmos, mas infelizmente, connosco, as coisas tinham corrido mal! Disse expressamente, que não havia um nexo de causalidade entre ter corrido mal e as crianças em questão serem portuguesas, ninguém poderia dizer tal coisa, mas efectivamente as coisas correram mal, porque uma criança faleceu antes e outra depois do transplante, outras também lá transplantadas não estão a 100% e em Coimbra tal nunca tinha acontecido!
Obviamente que isto parece entrar em contradição com o facto de eu ter dito que houveram dois casos que correram mal, mas atenção estes dois casos foram… numa centena e, precisamente por causa destes dois casos é que o Dr. Emanuel começou a ser mais “implacável” nas suas exigências, pois quem conhece o desenrolar dos acontecimentos, sabe que estes dois casos motivaram a vinda a Portugal do Professor De Ville que auxiliou o Dr. Emanuel noutro transplante e por isto é que nós os pais das crianças transplantadas confiamos tanto no Dr. Emanuel, porque sabemos qual o seu grau de exigência na aceitação dos órgãos e na “excelência” da técnica que impõe ao acto cirúrgico propriamente dito!
Sempre defendi que a solução de Madrid, não era a “nossa” solução mas era fundamental ter uma solução e nesse sentido, Madrid foi uma boa solução, pois de contrário poderiam ter ocorrido mais baixas!


quarta-feira, 7 de março de 2012

Pois é, os portugueses estão a morrer mais

porque estão mais pobres e o Estado não quer que se saiba.....

Ver artigo:
http://economico.sapo.pt/noticias/crise-mata_139733.html
por João Paulo Guerra

domingo, 4 de março de 2012

Nexo de Causalidade

Seria interessante o Estado tentar perceber se existe alguma relação entre os milhares de falecimentos nas ultimas semanas de pessoas idosas, o fim de muitas urgências e o aumento das taxas moderadoras.
Uma pessoa idosa, por exemplo em Válega/Ovar, se apanhar uma forte gripe, dificilmente quererá ir ao Hospital São Sebastião na  Feira. Primeiro porque é longe, depois porque arrisca-se a apanhar uma seca que se arrastará pela noite toda e finalmente, mediante o cenário de ter de pagar várias taxas moderadoras que nem sabe quanto serão, talvez seja melhor mesmo ficar em casa, aplicar umas mezinhas e esperar que esta gripe, como muitas outras do passado, desapareça!!
Há pessoas a deixar de comprar medicamentos porque as suas magras pensões não o permitem, há pessoas a deixar de fazer tratamentos de quimioterapia porque não podem pagar os transportes…

Onde iremos nós pagar?
Não queria eu ter na minha consciência uma decisão política que pode determinar a morte de alguém!

Será que os N/ governantes têm essa consciência?

Talvez fosse de lhes enviar algumas fotos das pessoas que vão falecendo e contextualizar o sucedido….

Quando os ouço falar na televisão, quase parece que vivemos num mundo virtual!!

Será que o que aconteceu há dias com a escassez de sangue nos Hospitais não teve relação com o fim da isenção de taxas moderadoras para os dadores de sangue?
Começo a achar que quem governa deveria ser criminalmente responsável pelas suas decisões, à semelhança do que acontece com os administradores hospitalares, se estes contraírem despesas que não possam pagar em três meses……

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Alex e o Carnaval de Ovar

Simpático cowboy!

Aquela miudita durante todo cortejo do Carnaval de Ovar andou de um lado para o outro a vender os produtos que a sua mãe mostrava numa pequena banca improvisada…
Em nenhum momento a vi olhar para o cortejo ou a rir-se com algumas das brincadeiras dos protagonistas.  A sua preocupação era vender e já no final consegui arrancar-lhe um pequeno sorriso quando lhe comprei uma pistola de água para o Alex!
Tão novinha e tão desenrascada!!
Provavelmente não irá estudar e muito provavelmente quando tiver 14 anos, já há muito que terá percebido que esta sociedade dos milhões, da troika, etc, etc, etc, não se lembrou muito destes meninos e meninas…
Que Deus a conduza e lhe mostre os caminhos do sucesso, pois quando a ouvi falar percebi que esta miúda pode ir longe … 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que é que já tinhamos dito?

"Governo prevê que seja necessário apenas um hospital nos transplantes hepáticos em crianças - Saúde.

www.rtp.pt
Para o Governo basta ter um hospital a fazer transplantes hepáticos em crianças, não é preciso mais...."

Quando ouvi pela primeira vez esse disparate, de que iriam haver dois centros, disse que tal não tinha lógica nem qualquer sustentação técnica e financeira. disse-o à TVI e disse-o à SIC, à TVI, à RR, à TSF, Ant.1, etc.

Essa "vontade" apenas manifestava desconhecimento sobre o assunto, mas felizmente já o perceberam!

Daí o N/ pânico, pois se os TRH não tivessem regressado a Coimbra, durante dois anos as N/ crianças andariam a servir de cobaias, para se "arranjar" um centro em Lisboa!

Mas o bom-senso prevaleceu e agora tudo até "parece fácil"!!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Estrela Pinto

De: Estrela Pinto
Enviada: quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012 16:23
Assunto: Olá, sou Transplantada e precisava da sua opinião

Ola , chamo-me Estrela e estou a escrever este mail porque já li o livro que escreveu e agora estou a pensar escrever um livro também , mas queria saber a vossa opinião.
Acham que deva escrever um livro com depoimentos de pessoas que tiveram de fazer um transplante ou sobre os meus dois transplantes ?
Eu sei que seguiram o meu caso no 2º transplante e então gostava que me aconselhassem e me dessem uma ajuda.
Agradeço uma resposta.
Com os meus comprimentos
Estrela Pinto
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Olá Estrela,

A uma “pergunta privada” irei dar uma resposta pública através do meu blog, espero que não me leves a mal…
Antes de mais, desculpa o atraso na resposta!
Escrever um livro é como respirar, por isso deves fazê-lo naturalmente e deixar a tua criatividade evoluir sem estares condicionada a uma ideia pré-concebida e rígida.
Uma criança e depois já jovem adolescente, passar por dois transplantes é algo que a sociedade em geral desconhece existir! Esta noite irá passar uma reportagem na SIC e o teu caso seria um bom exemplo! Nós não iremos aparecer nessa reportagem, mas quando falei com a jornalista (Dulce Salzedas) foi pena não me ter lembrado de dar a conhecer “a tua história”, pois, sempre que se fala agora de transplantes é por más razões e são casos como o teu, que revelam o “admirável mundo” da transplantação e que deve ser divulgado para que se conheça melhor porque vale a pena apostar “na vida”.
Sabes, talvez não tenhas essa noção, mas vou-te revelar ‘um segredo’, é que o teu caso foi um dos que nos mostrou que a solução existia e era boa! Quando te vi pela primeira vez no H.P. eras uma miúda franzina mas espevitada e estava a Dra. Isabel irritada com qualquer coisa relacionada contigo, mas orgulhosa por te ver “toda despachada” e cheia de vida! Nós estávamos na pior fase do Alexandre e olhávamos o teu exemplo com uma pontinha de inveja por já estares do lado da solução!! Para nós, para o nosso filho alcançar esse lado, era algo que ainda tinha de se conquistar, o tal euromilhões que poderia nunca chegar!
Mais tarde, numa consulta de rotina, trocaram as tuas análises com as do Vitor Alexandre e por isso percebemos que as tuas enzimas não andavam lá muito bem! Quando soube do 2º transplante, perguntei à Enfermeira Margarida como estavam as coisas e foi ela que me disse que estava tudo a correr bem.
Quando te vimos pela primeira vez, terias uns 10 anos, ou seja, estes anos que entretanto passaram, tornaram-te seguramente muito diferente, por isso, temos de arranjar forma de nos encontrarmos para conversar e será com todo o gosto que ouvirei as tuas ideias sobre esse livro que pretendes escrever.
Beijos de todos nós!
Vitor

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Conhecem-nas?

Aproxima-se o Carnaval...

Preparativos para a "Chegada do Rei" de 1997

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mais um desenho da Inês (da aula de desenho...)

Espectacular!

Um virar de página!

Depois de alguns anos a lutar por esta causa, depois de ter escrito um livro dedicado à Transplantação Hepática Pediátrica, depois de muitas emoções, “guerras”, entrevistas nas televisões, nas rádios e nos jornais, chegou a hora de dizer, “missão cumprida”.
Em consciência posso dizer com algum orgulho que mais ninguém fez tanto ou até parecido em prol desta causa! Isto do lado dos “utentes”, naturalmente!

Com o lançamento do livro percorri Portugal e levei a todo o lado o nome da Hepaturix, este ano, fartei-me de percorrer quilómetros, desdobrei-me em reuniões, por vezes, apenas para alguns minutos de atenção, conheci “poderosos”, políticos, médicos, mães, enfim, muita gente!

Apenas ontem obtive o primeiro grande resultado, mas o mesmo, não só a mim se deve!! Provavelmente terei até uma ínfima quota-parte de responsabilidade desse êxito… ou até nenhuma!

Nunca esquecerei os nomes das crianças que não se salvaram, nunca esquecerei aquelas caras, nunca esquecerei as Mães e os Pais.

Vou-me desligar desta causa e acompanhá-la de outra maneira, pois a Hepaturix continuará a sua missão da mesma forma.

A Silvia, Mãe do Martim escreveu-me esta nota: “(…) contudo você também teve o seu papel primordial neste desenlace. A verdade é que sempre nos atendeu o telefone e ajudou-nos tudo o que foi possível. Sempre foi você que deu a cara pela Hepaturix, foi você que escreveu aquele livro que todos nós nos identificamos.... É pena que sejam os nossos meninos a estarem aqui a sofrer, mas acredito que se Deus nos colocou tantos obstáculos é porque sabia que íamos conseguir superá-los.... Obrigado”

Obrigado eu Silvia e que o Martim e todos os outros recuperem depressa e possam ter a vida que merecem!

Obrigado por lerem o meu blog e cá continuarei (embora de uma forma mais discreta) a divulgar esta causa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Lembram-se!

"Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
Que não se confunda a nuvem por Juno!
Vou falar por mim e apenas por mim, mas este artigo (da Visão) leva-nos para outras reflexões que deverão ser feitas no seio da Hepaturix!
É verdade que estou solidário com o Dr. Emanuel Furtado, mas … não quero que ele vá embora! Para mim, a solução até é simples, como o Dr. Emanuel sabe fazer transplantes pediátricos e transplantes adultos, e mais ninguém o faz em Portugal, logo, deveria ser o Dr. Emanuel Furtado o responsável da Transplantação Hepática dos HUC!! É simples e transparente como a água! Os HUC tem uma equipa, segundo creio de oito cirurgiões e pelos vistos, nenhum está apto para fazer transplantação pediátrica, mas os transplantes pediátricos pertencem aos HUC!! Por outro lado, se só o Dr. Emanuel tem a “arte e o engenho” de fazer estes transplantes, pergunta-se, quanto terão perdido os transplantados adultos por até esta data não terem beneficiado da contribuição do Dr. Emanuel?!!"

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parabéns Inês!

Hoje a Inês faz 19 anos.

Há 34 anos, mais precisamente em 31/01/1978 faleceu o meu irmão Carlos, com 18 anos.
Ao longo dos anos esta data foi marcada pela tristeza o que nos fazia tentar esquecê-la.
Com o nascimento da Inês, começámos a vê-la de outra forma.
Esta foto do meu irmão foi tirada com o CamScanner, daí a sua fraca qualidade, pois a original também é fraca. O meu irmão Carlos nesta foto tinha 15 anos!!

Posteriormente irei digitalizar uma foto com mais qualidade de quando ele tinha 17 anos, a última que tirou e na qual se notam bastantes diferenças.
Como podem reparar a Inês herdou os lábios do meu irmão e também uma parte da personalidade.
Mas só quem o conheceu poderá perceber isto mesmo!

Beijinhos Inês e muitos parabéns, meus e do Tio Carlos!!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Querida Ashley,

Ontem, como estrela no Céu começaste a cintilar,

Perdoa-nos a todos por não termos feito mais…

Perdoa-nos a todos porque poderíamos ter feito muito mais!

Por este mundo correm muitas lágrimas,

Em caras que já não as suportam,

Que a justiça Divina reponha o que nunca o homem consertará.

O nosso Vitinho manda-te um beijinho especial,

E estou certo,

Também todos os outros meninos e meninas que como ele têm esse risco no abdómen,

Que Deus te aconchegue no seu regaço,

Que te dê o mimo da tua mamã

E não se esqueça dos muitos meninos que vão precisar de viver.

Querida Ashley,

Sempre que olhar para o Céu,

E vir os milhares de pontinhos a brilhar,

Saberei onde tu estarás!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Noticias da Maria Eduarda

Hoje a Luciane (Brasil) disse-me que a sua filhota continua a recuperar bem!

Boas noticias estas pois já não sabiamos de nada há demasiado tempo: "Ela está muito bem, ganhando peso, alimentando-se bem, enfim, estamos aproveitando este período em que toda a família está reunida em casa."

O caso da Maria Eduarda é muito parecido ao da Ashley que continua a lutar.

Também o Martim, está muito melhor e  a "alta" aproxima-se!

Precisamos de mais destas noticias, pois são elas que nos aquecem a alma.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

O directo da TVI do dia 29/12 ...

Peço desculpa pela falta de qualidade, mas aqui pode-se ouvir a minha intervenção na sua totalidade!! (desculpem ter retirado mas a qualidade era demasiado fraca,,,)

Começa pouco depois dos 3:50 minutos. Tem de se meter o volume no máximo e mesmo assim ouve-se mal!
Não entendo é porque depois no telejornal só colocaram uma pequena passagem…..


sábado, 31 de dezembro de 2011

Boas notícias chegam de Madrid! Obrigado Silvia!

"Hoje temos uma muito boa noticia, a Ashley foi transplantada esta madrugada e correu bem, agora é ir com calma (...) a Samara tem estado no bom caminho sem complicaçoes e a sua mãe tambem já se encontra melhor .
O nosso Martim vai indo muito devagarinho embora as analises estejam a melhorar de dia para dia (...) e esperemos que ele fique bem, pois tem sido um verdadeiro lutador com todos os problemas que tem tido... não tem sido facil...

Em jeito de desabafo foi necessario 2 meses para lembrarem-se de nós, quando julgamos que pior já passou!!!!Mas vale mais tarde do que nunca, esperamos que o centro de de transplantação abra brevemente para que os nossos filhos possam ser seguidos aí!"
......................

Bjos para todos Silvia!
Que 2012 nos traga a todos alguma tranquilidade e muita saúde!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dia agitado!

Depois de um dia agitado, em que me desdobrei em conversas com a comunicação social, mais precisamente, TVI, DN, RTP, Antena 1 e TSF, após uma pesquisa na Net, apenas encontrei esta passagem..

"Hepaturix alerta para falta de segurança para fazer transplantes hepáticos pediátricos

O presidente da assembleia geral da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas (Hepaturix), Vítor Martins, explica à Antena1 que em Portugal não estão reunidas as condições de segurança para transplantar fígados em crianças. Vítor Martins admite que o médico que costumava fazer este tipo de transplantes nos Hospitais da Universidade de Coimbra, Emanuel Furtado, está disponível para voltar a integrar o programa se as condições necessárias forem reunidas. Caso tal aconteça, Vítor Martins não vê motivos para que este serviço não seja reativado antes do prazo apontado pelo Governo, isto é, antes de março."
http://www.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Hepaturix-alerta-para-falta-de-seguranca-para-fazer-transplantes-hepaticos-pediatricos.rtp&article=513761

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de saúde e felicidade!

3ª Classe Externato / Ovar 2011
3ª Classe / Luanda 1972

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cogumelos Venenosos

Já vai sendo tempo do Estado Português efectuar uma ampla campanha de informação sobre os perigos da ingestão de cogumelos venenosos!

Em tempos escrevi algumas palavras sobre isto quando o actual ministro da defesa Dr. José Pedro Aguiar Branco apareceu nas televisões num fausto almoço de cogumelos colhidos no campo e a garantir que os iria ingerir sem qualquer receio...

Recordo que há não muito tempo, uma familia inteira foi envenenada em situação idêntica e para espanto de todos, o pai que julgo ter falecido, era alguém que percebia do assunto, pois colhia esses cogumelos de forma digamos "profissional"!!

Conclusão, a margem de erro existe e é elevada, mesmo para quem perceba do assunto! O resultado, muitas vezes é a morte, isto quando o transplante hepático não chega a tempo!

Este perigo, no caso das crianças é bastante mais elevado, pois não só são mais frágeis, como não têm resposta em Portugal, pois como se sabe, terão de ir para Madrid.

Por tudo isto, que ninguém coma cogumelos colhidos nos campos e que ninguém ouse dar um cogumelo desses a uma criança, pois poderá matá-la!

A toxicidade de alguns cogumelos é extremamente agressiva e bastam algumas gramas para matar um adulto robusto. O Estado Português deveria fazer uma campanha de informação, mostrar todos os cogumelos que nascem naturalmente nos pinhais portugueses e especialmente, dar a conhecer todos os que são venenosos!

Nota: Neste preciso momento várias pessoas espalhadas pelos diversos hospitais portugueses, fizeram ou aguardam transplante em SOS por força da ingestão de cogumelos venenosos e uma já terá falecido!!

Tetriberica - Um bom exemplo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

INVESTIGACIÓN (Do Blog da Sandra http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/ )

Desde Barcelona Libres de medicación tras un trasplante de hígado por Ángel Díaz
Madrid  lunes 12/12/2011

Un marcador predice si un paciente podrá dejar los inmunosupresores. El test de diagnóstico estará listo en pocos años, estiman los autores.

Algunos pacientes pueden prescindir de los medicamentos inmunosupresores tras haber recibido un trasplante de hígado, y librarse así de sus numerosos efectos secundarios. Pero, hasta ahora, no era posible determinar qué personas eran candidatas a dejar de tomar estos fármacos. Un nuevo estudio europeo, dirigido desde Barcelona, ha hallado un marcador en la sangre que podría usarse con este fin en un futuro cercano.

Para realizar el estudio, publicado en 'The Journal of Clinical Investigation', se reclutó a 75 voluntarios que habían pasado por un trasplante de hígado y se les sometió a periodos controlados sin medicación inmunosupresora, de entre seis y nueve meses. Antes de estas pruebas, se habían estudiado el genoma y las características inmunes de los participantes, de forma que se pudiera hallar cuáles eran las diferencias entre quienes toleraban el abandono de fármacos y quienes no podían prescindir de ellos.

Tal y como esperaban, los investigadores pudieron detectar un marcador, presente tanto en la sangre como en el propio hígado, que distingue a los pacientes que van a ser capaces de sobrevivir sin inmunosupresión. Se trata de de dos proteínas -hepcidina y ferritina- involucradas en el metabolismo del hierro, presentes en mayores niveles en las personas tolerantes al abandono de los fármacos. Es la primera vez que estas proteínas se relacionan con la función del sistema inmune, aunque algunos estudios con animales ya las habían relacionado con los procesos de inflamación.

El doctor Alberto Fernández-Fueyo, experto en Hepatología del Hospital Clínic de Barcelona y uno de los firmantes de la investigación, ha señalado a ELMUNDO.es que estos marcadores son "la herramienta más fiable que existe para identificar a pacientes que podrían prescindir de la inmunodepresión", algo que podría ser posible de aquí "a tres o cuatro años". Primero hará falta un estudio más grande para confirmar los resultados, admite este especialista, aunque una empresa de Francia ya ha comenzado a elaborar un test para detectar a estos pacientes.

Manipular el metabolismo

Lo que no está claro aún es cómo se podría intervenir sobre el resto de pacientes para lograr que sean igualmente capaces de sobrevivir sin medicamentos. "Hay que investigar si manipulando el metabolismo del hierro se logra que un porcentaje mayor se beneficie", indica Fernández-Fueyo. Para ello, habría dos posibles vías: los fármacos o la activación de genes, siempre con el fin de que estas proteínas se expresen en las cantidades necesarias.

En otra clase de trasplantes, sería imposible realizar estudios como este, según comenta el investigador español. Se sabe, por ejemplo, que pacientes con un trasplante renal han sobrevivido sin inmunosupresores, pero su porcentaje es mínimo, y los casos detectados han sido personas que han renunciado a los fármacos por otros motivos, nunca como parte de un estudio. En cualquier caso, la posibilidad de inducir tolerancia al nuevo órgano es "el santo grial de la investigación en trasplantes", explica este experto, ya que los pacientes podrían pasar el resto de sus vidas sin depender de los medicamentos.

Fonte: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2011/12/12/biociencia/1323714098.html
 
Nota: Já tentei sensibilizar uma conhecida empresa farmacêutica para patrocinar um estudo deste género em Portugal e também "sondei" a Administração dos HUC para o mesmo efeito, mas a época que se vive actualmente é avessa a estas "ideias".... Um transplantado que não necessite de imunosupressores, deixa de custar ao Estado muito dinheiro e ninguém o parece perceber! Mais importante que isso, é que como qualquer um de nós teria uma vida normal, sem os habituais medos dos efeitos colaterais.....

domingo, 11 de dezembro de 2011

Grande MARTIM, grande MIGUEL!!

Boas notícias do La Paz!!

Têm-me perguntado pela saúde dos meninos que foram transplantados e há pouco a Mãe do Miguel disse-me que brevemente o Miguel iria ter alta. Ela tem muito receio de regressar a Portugal e depois não ter aonde recorrer se for necessário!! Nós percebemos esta aflição, pois os pais dos meninos transplantados vivem o dia a dia com este medo... Contudo, não posso deixar de lembrar o exemplo do Martim Margaça (transplantado no King's), pois os seus pais seguramente que viveram esta ansiedade com ainda mais intensidade...

Tudo, argumentos a favor de um centro de transplantes em condições e em Portugal!!

Em relação ao Martim mais pequenino, o que está no La Paz, uma espectacular notícia, parece que já não será necessário o 2º transplante!!

Votos para ambos de continuação de boa recuperação e vamos agora dar força para o próximo transplante, neste caso dador-vivo (a Mãe), o de uma menina que também precisa das nossas orações!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Parabéns "Vitinho"!

Oitavo aniversário!!

Como o tempo passa....

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Carta a Deus

"A vinda da Dr. Isabel trouxe um novo alento a todos os pais. Principalmente a mim que as palavras dela confortaram-me, devido ao estado de saude do meu menino.

Torçam todos por ele, ele vai conseguir!!"

Estamos convosco, rezaremos convosco. Ele vai conseguir!!

"Carta a DEUS - 1

Bom dia Deus,
Sei o quanto andas ocupado com a turbulência dos homens, mas por favor escuta, olha para este ser pequenino que criaste á tua imagem, vê como sofre e opera o teu milagre. Sei que te peço muito DEUS, mas sabes o quanto ele é importante para nós e o que tem ainda para nos ensinar.
Ilumina as mãos dos homens e traz-lhe a saúde que tanto precisa.
Obrigado Deus por me escutares, estou mais atenta e agora sei o quanto andava distraída das coisas importantes da vida.
Obrigado Deus
Lígia"

Não me levem a mal!

No meio de tantas preocupações e notícias tristes, hoje ouvi uma notícia 'diferente' que me emocionou!

Não me levem a mal, mas vou falar de animais!

Eu tenho uma Beagle, a "Maga Patalógica" é terrível, faz jus ao seu nome, vai fazer um ano no dia 26/12 e hoje ao saber que a http://www.beaglefreedomproject.org/ tinha resgatado mais 40 Beagles de um Laboratório Espanhol e ao ver as imagens de outro resgate idêntico em Junho de 2011, não pude deixar de me emocionar e perceber a diferença entres os pobres cachorros e a minha irrequieta Maga.

Vale a pena ver:
 http://www.youtube.com/watch?v=zLZMxRP_F5w

As coisas estão mais calmas!

A Dra. Isabel esteve no La Paz e sei que vem satisfeita com o que viu! Por outro lado um representante do Governo Português também esteve no Hospital e deu algum conforto ás Mães.

Estamos a torcer para que um dos meninos supere a gravidade da situação que enfrenta, este é o caso mais preocupante e que continua a precisar das nossas preces!

Obrigado a todos os que têm manifestado a sua preocupação, pois estamos todos unidos no mesmo sentimento.

Bem hajam!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Peço a Deus que opere o seu milagre!

As coisas no La Paz não estão fáceis! Chegaram-me hoje, notícias inquietantes.

Mais uma vez peço a todos que rezem e peçam por aquelas crianças, pois estão a lutar bravamente pela vida!

Os nossos meninos estão com muito azar e suplico a Deus que não os abandone.

Peço-Lhe que opere o seu milagre!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

SIC - Hoje

http://sicnoticias.sapo.pt/vida/article1041163.ece

Esta reportagem é a que passou no jornal da uma, a que passou no jornal da noite era um pouco mais completa.

RTP - Hoje

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?t=Crianca-de-dois-anos-morreu-enquanto-esperava-por-transplante-de-figado.rtp&headline=20&visual=9&article=504506&tm=8

Vamos aguardar para ver!

Centro de transplantes pediátricos vai ser activado - DN
O Ministro da Saúde, Paulo Macedo, garantiu hoje, no Porto, que o Governo tem intenção de activar o centro de transplantes pediátricos em Coimbra, instituição desactivada recentemente e a única que existia no país.

"O que lhe posso dizer é que o centro [de transplantes pediátricos] foi desactivado e é intenção deste Governo voltar a activá-lo em Coimbra", disse o ministro Paulo Macedo aos jornalistas (...)

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2156363

Rádio Renascença - Hoje

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=40854

TVI - Hoje

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/portugal-espanha-bebe-transplante-hepatico-saude-tvi24/1303552-4071.html

A reportagem que saiu no jornal da noite estava um pouco diferente, mas esta é a única disponivel na Net.

Um agradecimento especial à Ana Maia do DN!

O artigo de hoje do DN, que vem na sequência do que o DC publicou, deixou o país em choque!

Muitas mais notícias estão a sair nas rádios, nas televisões e nos jornais.

Hoje e pela primeira vez ouvi o Sr. Secretário de Estado dizer à Renascença que o centro de transplante pediátrico tem de retomar o funcionamento urgentemente e não coloca de parte a possibilidade disso acontecer com o recurso aos serviços do Dr. Emanuel!

O artigo do DN obriga-me a esclarecer publicamente alguns pormenores:
- infecções víricas todos têm, o meu filhote teve e a grande maioria dos casos que eu segui também tiveram! Neste blog pode-se encontrar a referência a dois casos, um no Brasil e outro no King’s, que também tiveram essas mesmas complicações!! O problema está precisamente aí, é que contrariamente ao que o Sr. Secretário de Estado refere no jornal, na perspectiva de um leigo, parece óbvio que os riscos da criança ter de andar entre Portugal e Espanha, “esse pormenor” agrava consideravelmente “o risco” e tanto assim é que o Tiago não resistiu!
- acresce referir que a Criança numa primeira fase foi enviada de Coimbra para o La Paz porque a Dra. Isabel Gonçalves Hepatologista responsável do Hospital Pediátrico e segundo o seu diagnóstico, achou que estava na altura de se fazer este transplante e o La Paz recambiou o Tiago para Portugal porque não concordaram com os critérios do Hospital Português. A Dra. Isabel, pessoa em quem confiamos cegamente acompanha o programa de TRH desde que foi fundado pelo Sr. Professor Alexandre Linhares Furtado e a própria Dra. Isabel Gonçalves deveria ser ouvida pelo Estado Português neste caso especifico, isto se o Estado achar que o assunto merece ser melhor analisado;
- é óbvio que, em que tudo aquilo que é “fulminante” a resposta actual será necessariamente frágil! Já se tiveram de fazer transplantes em Coimbra com “dador-vivo” e em espaço de horas! Recordo que o transplante hepático é extenuante e o mais complexo, tendo no caso do Vitor Alexandre demorado 16 horas, sendo “o normal” aproximadamente 12 horas. Se um filho ou neto de um Sr. Ministro ou Secretário de Estado tiver hoje uma hepatite fulminante daquelas que apenas dão umas 30 a 40 horas para os médicos agirem, o mais certo é essa criança morrer “nos preparativos”! O problema coloca-se porque primeiro os hospitais portugueses têm de chegar á conclusão que essa criança só sobrevive com um transplante hepático, depois, os pais ainda têm um processo burocrático de autorização da DGS pela frente e por muito “agilizado” que tudo se processe, muitas horas preciosas se perderão e o mais aflitivo é que depois toda a família tem de seguir num Falcon da Força Aérea em direcção a um aeroporto Madrileno!! No La Paz iniciarão “o estudo” para apurar a compatibilidade do dador Pai ou Mãe (verificar tamanho do órgão, das artérias, etc) e é óbvio que quando chegar a “hora h” provavelmente a criança já não estará entre nós, isto … se entretanto conseguir resistir á viagem, pois nem sempre estas crianças se encontram em estado de as aguentar!
- também nós já tivemos baixas, mas no bloco operatório! Foram baixas que nos dilaceraram a todos, a nós na Hepaturix, ao Dr. Emanuel Furtado e à Dra. Isabel Gonçalves! Por isso nós sempre apoiámos o Dr. Emanuel nos critérios rigorosíssimos para aceitação de órgãos a transplantar. O Dr. Emanuel é “severamente” exigente e ainda bem que o é, e por isso os N/ filhos têm a qualidade de vida que têm, pois são crianças “normais” e saudáveis! Uma criança transplantada em tenra idade, tem toda uma vida pela frente e por isso, os critérios para os órgãos que recebe têm de ser necessariamente os mais exigentes. Mas este caso revolta-nos, porque a criança faleceu, não ‘no bloco’ onde o risco é exponencial, mas “à espera”. É verdade que nós em Coimbra estávamos “mal habituados” pois as crianças não morriam “à espera” e até se faziam “pontes” para se aguardar o “transplante certo”! A criança, quando em SOS gravíssimo, pode receber um órgão provisório (não compatível) e dessa forma aguardar que apareça um órgão compatível! Isso já foi feito em situações limite e isso não se faz agora em Espanha, não porque eles sejam incompetentes, mas porque as coisas em Portugal funcionavam de maneira diferente! Nós, pacientes e médicos, eramos quase ‘uma mesma família’, lutávamos pela vida dos N/ filhos em equipa e o acesso fácil a todos os meios materiais e humanos permitiam esta coisa tão singela que era salvar vidas humanas!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Morreu uma das crianças de Madrid, morreu um menino, morreu um dos nossos heróis!

Fartei-me de avisar o poder politico! Enviei cartas para todos os lados, contactei o 1º ministro, o ministro da saúde, tantas individualidades e é verdade que muitos reagiram, mas quem tem o poder nada me disse...

E agora uma criança morreu, à espera do transplante milagroso!!

Nunca tinha morrido uma criança em espera, em Coimbra, EM PORTUGAL!

Leiam estes artigos de hoje do DC.

Estamos de luto e eu pessoalmente envio as minhas sentidas condolências à família, neste dia em que não me orgulho de ser português!