domingo, 21 de junho de 2026

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pour Qu'il Vive - Transplantation Hépatique Pédiatrique

 

Pour Qu'il Vive

Transplantation Hépatique Pédiatrique

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Mon livre original a été écrit en portugais. Cette traduction a été réalisée par mes soins. Si certaines tournures peuvent sembler inhabituelles ou si quelques imperfections subsistent, je vous remercie de votre indulgence.

J’attire toutefois l’attention du lecteur sur un point : je n’ai pas cherché à traduire littéralement Lutar Até Viver, mais plutôt à en proposer une adaptation fidèle à ce que j’ai voulu exprimer en 2009. Mon objectif n’a pas été de traduire les mots, mais de transmettre, aussi fidèlement que possible, les émotions, les souvenirs et le sens profond du récit original.

Attention : la version imprimée est en noir et blanc, tandis que la version Kindle est en couleur

domingo, 14 de junho de 2026

Ao meu pai Alberto Martins, que com a 4ª classe ......

 

Ao meu pai Alberto Martins, que com a 4ª classe conseguiu ter uma vida profissional exemplar e em Luanda, a liderar a empresa F.Ramada Aços e Indústrias, provou que o mais importante no mundo dos negócios é a “palavra”, não o dinheiro!”

Esta dedicatória num dos meus livros, ao meu Pai, tem uma história que só alguns conhecem, vou agora contá-la.

Não sei precisar em que ano, mas deveria ter sido em 1970, estávamos nós em Luanda e a empresa “F.Ramada” estava a passar uma fase complicada. O seu líder máximo em Ovar, à época, era o Sr. Manuel Ramada, filho do dono e quem deu o nome à empresa, o Sr. Francisco Ramada.

O Sr. Manuel Ramada tinha pavor a andar de avião, mas a situação da empresa era crítica e por isso, lá teve que ser, e meteu-se num avião e rumou direcção, Luanda.

Lá chegado, informou o meu pai (que exercia as funções de sub-gerente), que a única solução seria reunir com o responsável máximo de um determinado Banco e tentar obter um empréstimo robusto.

Depois de vários dias e várias tentativas, a ida a Luanda redundou num fracasso, pois os responsáveis do Banco em causa, pura e simplesmente  recusaram-se a receber o Sr. Manuel Ramada.

Ele ao despedir-se para regressar a Ovar disse ao meu Pai, algo parecido com isto, Alberto, dou-te um determinado prazo para salvares a empresa, se conseguires, a gerência será tua!

O meu Pai, nos dias seguintes e depois de muito pensar no que deveria fazer, resolveu tentar marcar uma reunião com o tal sujeito do Banco.

Segundo o que o meu Pai me contou, no dia da reunião, mal entrou no Banco percebeu que estavam todos à espera dele e foi recebido com grande cortesia e simpatia. Quando chegou a vez de encarar o Presidente da instituição, o meu Pai, um pouco nervoso, explicou em que situação se encontrava o F. Ramada, a promessa de lhe darem a gerência e como pretendia recuperar a empresa! O tal sujeito ouviu-o atentamente, nunca o interrompeu e no final apertou-lhe a mão e disse “Sr. Alberto”, o empréstimo está concedido”. O meu Pai espantado, hesitou e perguntou, “mas e quais são as garantias?” e o Presidente do Banco respondeu, “nenhumas Sr. Alberto, basta-nos a sua palavra”.


sábado, 13 de junho de 2026