Read the Sample:
segunda-feira, 29 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
Pour Qu'il Vive - Transplantation Hépatique Pédiatrique
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Pour Qu'il Vive - Transplantation Hépatique Pédiatrique
Pour Qu'il Vive
Transplantation Hépatique Pédiatrique
https://www.facebook.com/profile.php?id=61591467417016
Mon livre original a été écrit en portugais. Cette
traduction a été réalisée par mes soins. Si certaines tournures peuvent sembler
inhabituelles ou si quelques imperfections subsistent, je vous remercie de
votre indulgence.
J’attire toutefois l’attention du lecteur sur un point : je n’ai pas cherché à traduire littéralement Lutar Até Viver, mais plutôt à en proposer une adaptation fidèle à ce que j’ai voulu exprimer en 2009. Mon objectif n’a pas été de traduire les mots, mais de transmettre, aussi fidèlement que possible, les émotions, les souvenirs et le sens profond du récit original.
domingo, 14 de junho de 2026
Ao meu pai Alberto Martins, que com a 4ª classe ......
“Ao meu pai Alberto Martins, que com a 4ª classe conseguiu ter uma vida profissional exemplar e em Luanda, a liderar a empresa F.Ramada Aços e Indústrias, provou que o mais importante no mundo dos negócios é a “palavra”, não o dinheiro!”
Esta dedicatória num dos
meus livros, ao meu Pai, tem uma história que só alguns conhecem, vou agora contá-la.
Não sei precisar em que ano,
mas deveria ter sido em 1970, estávamos nós em Luanda e a empresa “F.Ramada”
estava a passar uma fase complicada. O seu líder máximo em Ovar, à época, era o
Sr. Manuel Ramada, filho do dono e quem deu o nome à empresa, o Sr. Francisco
Ramada.
O Sr. Manuel Ramada tinha
pavor a andar de avião, mas a situação da empresa era crítica e por isso, lá teve
que ser, e meteu-se num avião e rumou direcção, Luanda.
Lá chegado, informou o meu
pai (que exercia as funções de sub-gerente), que a única solução seria reunir com o
responsável máximo de um determinado Banco e tentar obter um empréstimo
robusto.
Depois de vários dias e
várias tentativas, a ida a Luanda redundou num fracasso, pois os responsáveis
do Banco em causa, pura e simplesmente recusaram-se a receber o Sr. Manuel Ramada.
Ele ao despedir-se para
regressar a Ovar disse ao meu Pai, algo parecido com isto, Alberto, dou-te um
determinado prazo para salvares a empresa, se conseguires, a gerência será tua!
O meu Pai, nos dias
seguintes e depois de muito pensar no que deveria fazer, resolveu tentar marcar
uma reunião com o tal sujeito do Banco.
Segundo o que o meu Pai me
contou, no dia da reunião, mal entrou no Banco percebeu que estavam todos à
espera dele e foi recebido com grande cortesia e simpatia. Quando chegou a vez
de encarar o Presidente da instituição, o meu Pai, um pouco nervoso, explicou
em que situação se encontrava o F. Ramada, a promessa de lhe darem a gerência e
como pretendia recuperar a empresa! O tal sujeito ouviu-o atentamente, nunca o
interrompeu e no final apertou-lhe a mão e disse “Sr. Alberto”, o empréstimo
está concedido”. O meu Pai espantado, hesitou e perguntou, “mas e quais são as
garantias?” e o Presidente do Banco respondeu, “nenhumas Sr. Alberto, basta-nos
a sua palavra”.





