Quando somos adolescentes, somos sempre um pouco inconscientes, não o digo num sentido negativo, mas antes de uma forma carinhosa… ! Quando ouvíamos esta música dos DOORS, ficávamos fascinados com o declamar do Jim Morrison e entrávamos naquele delírio que o possuía, mas não tínhamos uma real noção de fim, pois íamos ao sabor até á música seguinte, até ao dia seguinte e como o sol depois brilhava sempre, tudo o resto desaparecia.
Hoje, volvidos estes anos e não obstante ter escrito um livro que é um hino à esperança, percebo que o fim tem um lado muito negro, muito complexo e cheio de fantasmas!
O meu Pai aproxima-se do fim e a fase final da sua vida leva-nos para um precipício obscuro!
Vai-se destruindo a imagem e a memória que tínhamos dele, lentamente, como um cancro que apenas devora a mente e o espírito!!
O meu Pai tem “uma espécie” de Alzheimer e Parkinson e confesso que não consigo perceber se o que o que lhe destrói a mente e o corpo são as duas doenças, ou se pelo contrário, o problema estará na tentativa de as curar, pois as drogas que ele toma são um verdadeiro cocktail esquizofrénico!
Estamos na Páscoa.
Quem leu o Novo Testamento, sabe que somos logo levados para a vida de Jesus Cristo e como José, em sonhos percebeu que apesar da morte de Herodes não poderia levar o “seu filho” para Jerusalém, por isso foi para Nazaré. Desde esse momento percebemos que Jesus tem em Jerusalém a sua meta final, mas até a atingir, vai arrastando multidões atrás dos seus milagres!
Quando o Alexandre foi transplantado, o facto do Dr. Emanuel se chamar Emanuel (Deus em nós, ou no meio de nós, como se prefira…) teve uma forte influencia no N/ estado de espírito e um dia disse-o ao Dr. Emanuel e ele ficou visivelmente “tocado” com esse facto. O milagre deu-se, pelas mãos do Dr. Emanuel e por aqueles que o ajudaram a praticar o acto!
Como o meu Pai, muitos hoje precisam de um milagre!
Continuo a achar que esta crise que nos está a corroer a todos, é um disparate. Estamos possuídos pelo absurdo e já o referi no meu livro quando cito o exemplo dos pobres da Índia e do Egipto.
Pelo meu pai! Precisamos de milagres.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Estamos de regresso!
Vou colocar aqui algumas "fotos reportagem" da viagem! Eis a primeira e esta é da autoria da Inês no Kruger Park / África do Sul.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Moçambique e África do Sul
Este ano a viagem GENERALI é a Moçambique e ao Kruger Park. Partimos no dia 2 de Abril e regressaremos no dia 10.
Esta é a quarta ex: colónia que vou conhecer, depois de Angola, Cabo Verde e Goa!
Só ouço dizer maravilhas de Moçambique e sinceramente, não me passava pela cabeça participar num Safari!
As últimas viagens da Generali têm tido em comum destinos de grande intensidade turística, pois a grandiosidade da história, dos lugares e o clima sempre um pouco inóspito, tem-nos obrigado a alguns pequenos sacrifícios!!
Desta vez, em Moçambique o denominador comum vai ser… praia, praia e mais praia!
Pelo menos vai dar para descansar! Acho eu… pois costumam reservar-nos algumas surpresas!
Esta é a quarta ex: colónia que vou conhecer, depois de Angola, Cabo Verde e Goa!
Só ouço dizer maravilhas de Moçambique e sinceramente, não me passava pela cabeça participar num Safari!
As últimas viagens da Generali têm tido em comum destinos de grande intensidade turística, pois a grandiosidade da história, dos lugares e o clima sempre um pouco inóspito, tem-nos obrigado a alguns pequenos sacrifícios!!
Desta vez, em Moçambique o denominador comum vai ser… praia, praia e mais praia!
Pelo menos vai dar para descansar! Acho eu… pois costumam reservar-nos algumas surpresas!
sexta-feira, 4 de março de 2011
Hospital de Coimbra recua na oferta de genérico a crianças com transplantes de fígado
Por Graça Barbosa Ribeiro
Depois do alerta de pais de doentes e de médicos especialistas, a administração do CHC volta a disponibilizar o medicamento de marca
A administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) assegurou ontem, através do gabinete de imprensa, que as crianças que receberam transplantes de fígado voltam, a partir de hoje, a ter acesso ao imunossupressor de marca na farmácia do Hospital Pediátrico. A informação, fornecida ao PÚBLICO, não foi acompanhada de qualquer explicação para o recuo, que se segue à denúncia feita por médicos que avisaram que substituição do medicamento pelo genérico estava a colocar em risco a saúde das crianças.
Em causa não estava apenas a circunstância de o genérico nunca ter sido testado em crianças ou em transplantados. Mas também o facto de aquele tipo de medicamento (genérico ou de marca) ter uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, de a diferença entre a dose eficaz e a tóxica ser curta e diferente de pessoa para pessoa. O próprio Resumo das Características do Medicamento - que segundo o Infarmed "representa as condições e especificações em que o medicamento foi aprovado" - define, em relação ao medicamento original e ao genérico, os cuidados a ter: "Somente médicos com experiência na terapêutica imunossupressora e no controlo de doentes transplantados devem prescrever, bem como fazer alterações na terapêutica imunossupressora prescrita inicialmente (...). Alterações na formulação ou no regime posológico só podem ser feitas sob a apertada supervisão de um especialista em transplantação".
No CHC a decisão de substituir um medicamento pelo genérico foi tomada sem o conhecimento dos médicos que seguem as crianças, primeiro, e contra o seu parecer, depois. No início da semana, Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, revelou que ouvira o director clínico do CHC afirmar que a decisão de substituir os medicamentos se devera à necessidade de cortar 15 por cento das despesas no orçamento da farmácia. E o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, considerou a troca "perigosa" e de "alto risco". Nessa altura, já a Ordem dos Médicos investigava as circunstâncias que rodearam a substituição do medicamento.
Esta questão terá sido resolvida antes da reunião que ontem juntou em Lisboa a ministra da Saúde, representantes dos dois centros hospitalares de Coimbra e Emanuel Furtado, o único cirurgião que faz transplantes hepáticos pediátricos em Portugal. O objectivo foi promover o início de conversações entre as partes, no sentido de chegarem a um acordo para a criação de condições para retomar aquele tipo de intervenção, que actualmente só é feito em situações de emergência.
Depois do alerta de pais de doentes e de médicos especialistas, a administração do CHC volta a disponibilizar o medicamento de marca
A administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) assegurou ontem, através do gabinete de imprensa, que as crianças que receberam transplantes de fígado voltam, a partir de hoje, a ter acesso ao imunossupressor de marca na farmácia do Hospital Pediátrico. A informação, fornecida ao PÚBLICO, não foi acompanhada de qualquer explicação para o recuo, que se segue à denúncia feita por médicos que avisaram que substituição do medicamento pelo genérico estava a colocar em risco a saúde das crianças.
Em causa não estava apenas a circunstância de o genérico nunca ter sido testado em crianças ou em transplantados. Mas também o facto de aquele tipo de medicamento (genérico ou de marca) ter uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, de a diferença entre a dose eficaz e a tóxica ser curta e diferente de pessoa para pessoa. O próprio Resumo das Características do Medicamento - que segundo o Infarmed "representa as condições e especificações em que o medicamento foi aprovado" - define, em relação ao medicamento original e ao genérico, os cuidados a ter: "Somente médicos com experiência na terapêutica imunossupressora e no controlo de doentes transplantados devem prescrever, bem como fazer alterações na terapêutica imunossupressora prescrita inicialmente (...). Alterações na formulação ou no regime posológico só podem ser feitas sob a apertada supervisão de um especialista em transplantação".
No CHC a decisão de substituir um medicamento pelo genérico foi tomada sem o conhecimento dos médicos que seguem as crianças, primeiro, e contra o seu parecer, depois. No início da semana, Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, revelou que ouvira o director clínico do CHC afirmar que a decisão de substituir os medicamentos se devera à necessidade de cortar 15 por cento das despesas no orçamento da farmácia. E o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, considerou a troca "perigosa" e de "alto risco". Nessa altura, já a Ordem dos Médicos investigava as circunstâncias que rodearam a substituição do medicamento.
Esta questão terá sido resolvida antes da reunião que ontem juntou em Lisboa a ministra da Saúde, representantes dos dois centros hospitalares de Coimbra e Emanuel Furtado, o único cirurgião que faz transplantes hepáticos pediátricos em Portugal. O objectivo foi promover o início de conversações entre as partes, no sentido de chegarem a um acordo para a criação de condições para retomar aquele tipo de intervenção, que actualmente só é feito em situações de emergência.
Revista Visão
Ontem dei uma entrevista à TVI e também saiu uma pequena entrevista na Visão. A da TVI não deve ter dado em nada, pois não me apercebi de nada no jornal da noite e a da Visão está muito discreta, mas ... já nada disto interessa, pois segundo parece o melhor estará para vir logo pela manhã!
A confirmar-se o que nos disseram, a nós Hepaturix, as notícias serão realmente muito boas!
Vamos aguardar...
A confirmar-se o que nos disseram, a nós Hepaturix, as notícias serão realmente muito boas!
Vamos aguardar...
quarta-feira, 2 de março de 2011
COMUNICADO À IMPRENSA - HEPATURIX denuncia situações de enorme gravidade
Programa de Transplantação Hepática está suspenso.
O Dr Emanuel Furtado pediu a sua exoneração no início do mês de Dezembro. Há data da sua saída efectiva dos HUC, fim de Janeiro, foi elaborado um protocolo entre três entidades com o patrocínio da ARS ( HUC, CHC e IPO), em que se estabelecia a dispensa do Dr Emanuel do IPO ‐ onde iniciava funções de cirurgião‐, a disponibilidade dos HUC e do CHC para acolher o Dr Emanuel, e se formalizava até as condições e responsabilidade de remuneração, porém… sem o seu conhecimento, e assentimento!
Nos HUC o Dr Emanuel Furtado era também coordenador do programa de transplantes hepáticos pediátricos, no entanto este cargo formalmente, não existia. E, por isso mesmo, com todas as dificuldades que um cargo sem forma administrativa acarreta, foi levado a tomar esta decisão. No entanto, com alto sentido humanitário e profissional, ficou disponível para executar todos os transplantes urgentes (mas não os de lista de espera). O que veio a suceder no fim‐de‐semana passado com uma menina de 6 anos.
A partir desta data, ficou Portugal com programa de transplantes hepáticos suspenso! Tal como há 5 anos atrás, não há outro cirurgião em Portugal que efectue trabalho tão melindroso.
Os outros meninos ficam na contingência de ter de se deslocar ao estrangeiro. Há mais de três semanas, foi já pedida a autorização para uma criança sair do país para ser feito transplante hepático.
Há um mês foi assegurado à Hepaturix que estava em elaboração um Manual de Procedimentos elaborado pelos profissionais de saúde dos hospitais envolvidos e aprovado pelo Dr Emanuel, que garantisse as condições para que o programa retomasse a sua actividade.
Até ao momento não está concluído. Há 8 crianças em lista de espera! Em que a solução passará pelo envio para o estrangeiro!
Há crianças a sofrer, e temos a obrigação de corrigir tudo o que for necessário para que não sofram mais. A ida para o estrangeiro, o uso de idioma desconhecido, para a criança e na grande maioria dos pais também, a viagem, o ambiente estranho, as diferenças nas facilidades dos pais poderem acompanhar os filhos no pós‐transplante, etc., etc., são factores de ainda maior sofrimento.
Tanta preocupação com a redução de custo nos medicamentos, e tanto esbanjamento de recursos em todo este processo!
Alteração de medicamento pelo serviço do Farmácia do HP
Desde o dia 23 de janeiro de 2011, que os pais das crianças transplantadas, após a consulta de hepatologia se dirigem à farmácia com receita, onde é prescrito Prograf®. Mas o medicamento que lhe é cedido é Tacni®. Embora ambos os medicamentos tenham o mesmo princípio activo – o tacrolimus.
São medicamentos em que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica ‐ é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente. Para alterar o equilíbrio é preciso muito pouco. Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes.
No folheto informativo do Prograf® está escrito (envio em anexo):
“Certifique‐se que recebe o mesmo medicamento de tacrolímus sempre que recebe a prescrição, a não ser que o especialista em transplantação tenha concordado em mudar o medicamento.”
Os pais constatam que a especialista discorda totalmente da alteração e teme pelas consequências que essa alteração causará na saúde das crianças.
Esta alteração sem o seu consentimento levou a Dra Isabel Gonçalves, única hepatologista pediátrica com formação e experiência no acompanhamento das crianças no pós‐transplante, a pedir a demissão do Hospital Pediátrico, embora ainda se encontre em funções.
A decisão de introdução do Tacni® foi unilateral e coube exclusivamente ao diretor dos serviços farmacêuticos e à administração do CHC. Foi feita à revelia da pediatra especialista em transplantação.
O RCM (Resumo de Características do Medicamento) do Prograf® refere ainda “Foram observados erros de medicação incluindo a troca … não vigiada das formulações … de tacrolímus. Isto levou a acontecimentos adversos graves, incluindo a rejeição do órgão…” e ainda “os doentes devem ser mantidos com uma única formulação de tracolímus”.
Verificámos ainda que Tacni® e Prograf® têm formulações diferentes.
Em Espanha há uma lista dos medicamentos que com o mesmo princípio activo não podem ser substituídos sem autorização expressa do médico prescritor. Entre eles está expresso o tacrolímus. Quem o fizer comete crime.
Algumas das crianças que já iniciaram a toma de Tacni, apresentaram os parâmetros bioquímicos alterados revelando alteração da função hepática. Foi também observada hipertensão.
É de salientar que:
Nenhum outro hospital em Portugal está a utilizar Tacni®.
Nenhum centro europeu de referência introduziu ainda o Tacni®;
Os estudos disponíveis referem‐se a indivíduos, adultos e saudáveis. Nunca foi testado em crianças, nem em transplantados
Este medicamento tem uma margem terapêutica muito apertada.
O único centro de transplantação hepática pediátrica em Portugal localiza‐se em Coimbra, pelo que este problema é de âmbito nacional. Os especialistas em transplantação, o diretor clínico do HP, o diretor clínico do CHC, o diretor dos serviços farmacêuticos do CHC, vários médicos, farmacêuticos e professores da faculdade
de farmácia, são unânimes em considerar que:
Há um risco variável de rejeição de órgão,
É uma violência sujeitar as crianças a testes mensais, com idas aos hospitais para colheitas de sangue e outros meios de controlo e muitas delas terão de fazer biopsias, que uma mudança de formulação torna imperativo.
Estas famílias que têm um passado de sofrimento e um futuro de incerteza, perderão a sua tranquilidade sabendo que há risco (ainda que variável) de rejeição de órgão,
Se a razão que está na base desta mudança for a economia nos medicamentos, certamente que não houve a preocupação de contabilizar:
o custo do controlo mais apertado, pelo menos inicialmente, em doseamentos e avaliação analítica
o custo de eventual aumento de episódios de rejeição, altíssimo
o custo de eventual aumento da necessidade de retransplantação, extremamente elevados
o custo de eventual necessidade de utilização de doses mais altas para atingir os níveis terapêuticos, aspeto aliás já patente em alguns estudos publicados
Em resumo, a questão está longe de ser resolvida e as crianças não têm Prograf® disponível para continuar o seu tratamento. ESCLARECEMOS QUE SENDO ESTE MEDICAMENTO É DE CEDÊNCIA EXCLUSIVA NAS FARMÁCIAS HOSPITALARES, PELO QUE OS PAIS NÃO TÊM A POSSIBILIDADE DE O COMPRAR.
O único motivo que nos foi apresentado para a troca destes medicamentos foi o económico. Consideramos inadmissível que se coloque em causa a rejeição de um órgão por questões económicas. Eticamente esta escolha é absolutamente reprovável.
No ponto 2. do Artigo 24.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa), relativamente aos Direitos das crianças lê‐se:
Todos os atos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança. O interesse superior das crianças, não está a ser acautelado, mas outros interesses.
O Dr Emanuel Furtado pediu a sua exoneração no início do mês de Dezembro. Há data da sua saída efectiva dos HUC, fim de Janeiro, foi elaborado um protocolo entre três entidades com o patrocínio da ARS ( HUC, CHC e IPO), em que se estabelecia a dispensa do Dr Emanuel do IPO ‐ onde iniciava funções de cirurgião‐, a disponibilidade dos HUC e do CHC para acolher o Dr Emanuel, e se formalizava até as condições e responsabilidade de remuneração, porém… sem o seu conhecimento, e assentimento!
Nos HUC o Dr Emanuel Furtado era também coordenador do programa de transplantes hepáticos pediátricos, no entanto este cargo formalmente, não existia. E, por isso mesmo, com todas as dificuldades que um cargo sem forma administrativa acarreta, foi levado a tomar esta decisão. No entanto, com alto sentido humanitário e profissional, ficou disponível para executar todos os transplantes urgentes (mas não os de lista de espera). O que veio a suceder no fim‐de‐semana passado com uma menina de 6 anos.
A partir desta data, ficou Portugal com programa de transplantes hepáticos suspenso! Tal como há 5 anos atrás, não há outro cirurgião em Portugal que efectue trabalho tão melindroso.
Os outros meninos ficam na contingência de ter de se deslocar ao estrangeiro. Há mais de três semanas, foi já pedida a autorização para uma criança sair do país para ser feito transplante hepático.
Há um mês foi assegurado à Hepaturix que estava em elaboração um Manual de Procedimentos elaborado pelos profissionais de saúde dos hospitais envolvidos e aprovado pelo Dr Emanuel, que garantisse as condições para que o programa retomasse a sua actividade.
Até ao momento não está concluído. Há 8 crianças em lista de espera! Em que a solução passará pelo envio para o estrangeiro!
Há crianças a sofrer, e temos a obrigação de corrigir tudo o que for necessário para que não sofram mais. A ida para o estrangeiro, o uso de idioma desconhecido, para a criança e na grande maioria dos pais também, a viagem, o ambiente estranho, as diferenças nas facilidades dos pais poderem acompanhar os filhos no pós‐transplante, etc., etc., são factores de ainda maior sofrimento.
Tanta preocupação com a redução de custo nos medicamentos, e tanto esbanjamento de recursos em todo este processo!
Alteração de medicamento pelo serviço do Farmácia do HP
Desde o dia 23 de janeiro de 2011, que os pais das crianças transplantadas, após a consulta de hepatologia se dirigem à farmácia com receita, onde é prescrito Prograf®. Mas o medicamento que lhe é cedido é Tacni®. Embora ambos os medicamentos tenham o mesmo princípio activo – o tacrolimus.
São medicamentos em que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica ‐ é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente. Para alterar o equilíbrio é preciso muito pouco. Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes.
No folheto informativo do Prograf® está escrito (envio em anexo):
“Certifique‐se que recebe o mesmo medicamento de tacrolímus sempre que recebe a prescrição, a não ser que o especialista em transplantação tenha concordado em mudar o medicamento.”
Os pais constatam que a especialista discorda totalmente da alteração e teme pelas consequências que essa alteração causará na saúde das crianças.
Esta alteração sem o seu consentimento levou a Dra Isabel Gonçalves, única hepatologista pediátrica com formação e experiência no acompanhamento das crianças no pós‐transplante, a pedir a demissão do Hospital Pediátrico, embora ainda se encontre em funções.
A decisão de introdução do Tacni® foi unilateral e coube exclusivamente ao diretor dos serviços farmacêuticos e à administração do CHC. Foi feita à revelia da pediatra especialista em transplantação.
O RCM (Resumo de Características do Medicamento) do Prograf® refere ainda “Foram observados erros de medicação incluindo a troca … não vigiada das formulações … de tacrolímus. Isto levou a acontecimentos adversos graves, incluindo a rejeição do órgão…” e ainda “os doentes devem ser mantidos com uma única formulação de tracolímus”.
Verificámos ainda que Tacni® e Prograf® têm formulações diferentes.
Em Espanha há uma lista dos medicamentos que com o mesmo princípio activo não podem ser substituídos sem autorização expressa do médico prescritor. Entre eles está expresso o tacrolímus. Quem o fizer comete crime.
Algumas das crianças que já iniciaram a toma de Tacni, apresentaram os parâmetros bioquímicos alterados revelando alteração da função hepática. Foi também observada hipertensão.
É de salientar que:
Nenhum outro hospital em Portugal está a utilizar Tacni®.
Nenhum centro europeu de referência introduziu ainda o Tacni®;
Os estudos disponíveis referem‐se a indivíduos, adultos e saudáveis. Nunca foi testado em crianças, nem em transplantados
Este medicamento tem uma margem terapêutica muito apertada.
O único centro de transplantação hepática pediátrica em Portugal localiza‐se em Coimbra, pelo que este problema é de âmbito nacional. Os especialistas em transplantação, o diretor clínico do HP, o diretor clínico do CHC, o diretor dos serviços farmacêuticos do CHC, vários médicos, farmacêuticos e professores da faculdade
de farmácia, são unânimes em considerar que:
Há um risco variável de rejeição de órgão,
É uma violência sujeitar as crianças a testes mensais, com idas aos hospitais para colheitas de sangue e outros meios de controlo e muitas delas terão de fazer biopsias, que uma mudança de formulação torna imperativo.
Estas famílias que têm um passado de sofrimento e um futuro de incerteza, perderão a sua tranquilidade sabendo que há risco (ainda que variável) de rejeição de órgão,
Se a razão que está na base desta mudança for a economia nos medicamentos, certamente que não houve a preocupação de contabilizar:
o custo do controlo mais apertado, pelo menos inicialmente, em doseamentos e avaliação analítica
o custo de eventual aumento de episódios de rejeição, altíssimo
o custo de eventual aumento da necessidade de retransplantação, extremamente elevados
o custo de eventual necessidade de utilização de doses mais altas para atingir os níveis terapêuticos, aspeto aliás já patente em alguns estudos publicados
Em resumo, a questão está longe de ser resolvida e as crianças não têm Prograf® disponível para continuar o seu tratamento. ESCLARECEMOS QUE SENDO ESTE MEDICAMENTO É DE CEDÊNCIA EXCLUSIVA NAS FARMÁCIAS HOSPITALARES, PELO QUE OS PAIS NÃO TÊM A POSSIBILIDADE DE O COMPRAR.
O único motivo que nos foi apresentado para a troca destes medicamentos foi o económico. Consideramos inadmissível que se coloque em causa a rejeição de um órgão por questões económicas. Eticamente esta escolha é absolutamente reprovável.
No ponto 2. do Artigo 24.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa), relativamente aos Direitos das crianças lê‐se:
Todos os atos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança. O interesse superior das crianças, não está a ser acautelado, mas outros interesses.
terça-feira, 1 de março de 2011
Um amigo enviou-me esta mensagem.....
Junto 3 ficheiros retirados do site da agência espanhola do medicamento através dos quais se percebe como é a lei espanhola e quais os medicamentos que expressamente não podem ser substituídos sem autorização expressa do médico. Entre eles, o prograf, mas tantos outros e de classes tão díspares que ilustram, inquestionavelmente que os medicamentos, mesmo cumprindo os critérios de equivalência, podem não ser verdadeiramente iguais. Aliás, os critérios de equivalência de biodisponibilidade, que, estranhamente, digo eu, são muito difíceis de encontrar - deviam ser facilmente acessíveis no site do Infarmed, ou da agência europeia do medicamento... - admitem uma variação de 20% (!!!!!!!!) em relação ao medicamento de referência.
O link abaixo aponta para um artigo sobre bioequivalencia que, sendo antigo, creio manter-se perfeitamente actual.
http://www.salud.bioetica.org/genericos1.htm
O link abaixo aponta para um artigo sobre bioequivalencia que, sendo antigo, creio manter-se perfeitamente actual.
http://www.salud.bioetica.org/genericos1.htm
Jornal Público - Artigo de Hoje com destaque na primeira página
Só o Centro Hospitalar de Coimbra optou por adoptar o genérico
Troca de medicamento por genérico põe em risco crianças com transplantes hepáticos
Por Graça Barbosa Ribeiro
O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática considera a mudança "perigosa". Responsáveis do CHC não comentam. Corte nos custos estará na origem da troca
• Ordem dos Médicos investiga queixa de má prática clínica
________________________________________
O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática Emanuel Furtado considerou ontem "perigosa" e "de alto risco" a substituição do imunossupressor de marca (usado desde sempre em Portugal) por um medicamento genérico, na farmácia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC). A decisão terá sido tomada sem o conhecimento dos clínicos que acompanham os doentes, primeiro, e contra o parecer daqueles, numa segunda fase.
Em causa, de acordo com o cirurgião Emanuel Furtado, está, em última análise, a possibilidade de rejeição mais frequente e mais grave do órgão por parte dos doentes. "Estamos a falar de medicamentos em que a margem terapêutica - entre a dose eficaz e a dose tóxica - é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente", descreve. Para que aquele equilíbrio se desfaça, explica, é preciso muito pouco. "Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes", exemplifica.
É aquela condicionante que explica que seja desaconselhável a simples troca de medicamentos semelhantes do mesmo laboratório, mas com diferentes formulações; e que torna "especialmente perigosa a sua substituição por um genérico que, para além do mais, nunca foi, sequer, testado em crianças", avisa o médico. A situação é agravada, na sua perspectiva, pelo facto de os doentes que recebem o medicamento não estarem a ser sujeitos à monitorização apertada que a mudança exigiria.
Emanuel Furtado, responsável pelos mais de 200 transplantes pediátricos feitos em Portugal, abandonou os Hospitais da Universidade de Coimbra há cerca de mês e meio, em ruptura com a administração. Isto por, alegadamente, não estarem garantidas as condições necessárias à prossecução, com segurança e sucesso, do programa de transplantes pediátricos, no âmbito de um acordo entre os HUC e o Hospital Pediátrico (que pertence ao CHC). Desde então, apenas assegura as intervenções de emergência.
Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o cirurgião - que ao pedir a exoneração do cargo deixou de coordenar o programa pediátrico de transplantação hepática - justificou a sua intervenção neste caso afirmando que, como médico, está ciente de que a sua "função é defender o melhor para os doentes e não equilibrar orçamentos". Sublinhou, no entanto, que "não é, sequer, evidente, que da troca pelo genérico resulte uma redução de custos, por terem de ser contabilizados os gastos com testes laboratoriais de controlo, a perda de produtividade dos pais devido às deslocações mais frequentes aos hospitais e, em última análise, o aumento da frequência e da gravidade da rejeição do órgão".
Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas (Hepaturix), não tem dúvidas de que esse foi o critério para a substituição do medicamento. "Perante mim e outra pessoa da direcção, o director clínico do CHC, Carlos Mendonça, assumiu que a troca resulta da necessidade de poupar 15 por cento, este ano, do montante gasto na aquisição de medicamentos", relatou.
Através do gabinete de imprensa, os administradores do Centro Hospitalar de Coimbra escusaram-se a fazer qualquer comentário sobre o assunto, por considerarem que "o momento não é oportuno". Também não revelaram quantas crianças receberam, já o genérico, e quantas poderão vir a recebê-lo nos próximos dias. Apesar de todas as crianças terem feito a intervenção cirúrgica em Coimbra, cada uma delas levanta os medicamentos nos hospitais da sua área de residência. De entre todos esses, assegura Margarida Castelão, só o CHC optou por passar a fornecer o genérico.
Troca de medicamento por genérico põe em risco crianças com transplantes hepáticos
Por Graça Barbosa Ribeiro
O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática considera a mudança "perigosa". Responsáveis do CHC não comentam. Corte nos custos estará na origem da troca
• Ordem dos Médicos investiga queixa de má prática clínica
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O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática Emanuel Furtado considerou ontem "perigosa" e "de alto risco" a substituição do imunossupressor de marca (usado desde sempre em Portugal) por um medicamento genérico, na farmácia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC). A decisão terá sido tomada sem o conhecimento dos clínicos que acompanham os doentes, primeiro, e contra o parecer daqueles, numa segunda fase.
Em causa, de acordo com o cirurgião Emanuel Furtado, está, em última análise, a possibilidade de rejeição mais frequente e mais grave do órgão por parte dos doentes. "Estamos a falar de medicamentos em que a margem terapêutica - entre a dose eficaz e a dose tóxica - é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente", descreve. Para que aquele equilíbrio se desfaça, explica, é preciso muito pouco. "Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes", exemplifica.
É aquela condicionante que explica que seja desaconselhável a simples troca de medicamentos semelhantes do mesmo laboratório, mas com diferentes formulações; e que torna "especialmente perigosa a sua substituição por um genérico que, para além do mais, nunca foi, sequer, testado em crianças", avisa o médico. A situação é agravada, na sua perspectiva, pelo facto de os doentes que recebem o medicamento não estarem a ser sujeitos à monitorização apertada que a mudança exigiria.
Emanuel Furtado, responsável pelos mais de 200 transplantes pediátricos feitos em Portugal, abandonou os Hospitais da Universidade de Coimbra há cerca de mês e meio, em ruptura com a administração. Isto por, alegadamente, não estarem garantidas as condições necessárias à prossecução, com segurança e sucesso, do programa de transplantes pediátricos, no âmbito de um acordo entre os HUC e o Hospital Pediátrico (que pertence ao CHC). Desde então, apenas assegura as intervenções de emergência.
Ontem, em declarações ao PÚBLICO, o cirurgião - que ao pedir a exoneração do cargo deixou de coordenar o programa pediátrico de transplantação hepática - justificou a sua intervenção neste caso afirmando que, como médico, está ciente de que a sua "função é defender o melhor para os doentes e não equilibrar orçamentos". Sublinhou, no entanto, que "não é, sequer, evidente, que da troca pelo genérico resulte uma redução de custos, por terem de ser contabilizados os gastos com testes laboratoriais de controlo, a perda de produtividade dos pais devido às deslocações mais frequentes aos hospitais e, em última análise, o aumento da frequência e da gravidade da rejeição do órgão".
Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas (Hepaturix), não tem dúvidas de que esse foi o critério para a substituição do medicamento. "Perante mim e outra pessoa da direcção, o director clínico do CHC, Carlos Mendonça, assumiu que a troca resulta da necessidade de poupar 15 por cento, este ano, do montante gasto na aquisição de medicamentos", relatou.
Através do gabinete de imprensa, os administradores do Centro Hospitalar de Coimbra escusaram-se a fazer qualquer comentário sobre o assunto, por considerarem que "o momento não é oportuno". Também não revelaram quantas crianças receberam, já o genérico, e quantas poderão vir a recebê-lo nos próximos dias. Apesar de todas as crianças terem feito a intervenção cirúrgica em Coimbra, cada uma delas levanta os medicamentos nos hospitais da sua área de residência. De entre todos esses, assegura Margarida Castelão, só o CHC optou por passar a fornecer o genérico.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
E o que se passa no Pediátrico em Coimbra?
No Hospital Pediátrico de Coimbra, está a ser negado o IMUNOSSUPRESSOR que a médica hepatologista receitou e a farmácia do hospital diz que não o tem! Dessa forma impõe aos pais das crianças transplantadas um imunossupressor cujo principio activo tem o mesmo nome, mas que não é exactamente a mesma coisa!! Não se trata de um genérico, mas antes de uma imitação...
Isto é um crime e o Ministério Público de Coimbra deveria ter conhecimento de todos os casos e abrir um inquérito!
O Sr. Presidente da República vetou um diploma que, embora não se refira declaradamente as estas situações, tem uma forte sintonia com elas!
O Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos já emitiu diversas opiniões públicas contra esta possibilidade.
A médica hepatologista, a maior autoridade que temos nesta área pediátrica, demitiu-se para mostrar a sua completa oposição ao que se está a passar!
Por outro lado a HEPATURIX tentou munir-se de informações que pudessem sustentar a posição da farmácia e dessa forma descansar os pais, mas só conseguiu reunir informações que alarmaram ainda mais esses mesmos pais e estão a deixá-los revoltados!!
Os pais não querem dar o medicamento "imitação" e não têm onde comprar o "verdadeiro" pois a sua comercialização não existe em Portugal. Só as farmácias dos hospitais o comercializam e de todos os hospitais que tratam transplantados, apenas o pediátrico de Coimbra, imagine-se, o hospital das N/ crianças, é que impôs esta troca!!
Como autor de um livro que tanto elogia os serviços dos Hospitais de Coimbra e do Pediátrico, é triste ter de constatar que alguém teve esta iniciativa dentro do N/ estimado hospital!
Tudo porque um farmacêutico déspota e inconsciente resolveu cometer um crime público por sua conta e risco e ninguém da Administração percebeu isso!
Não desejo a este farmacêutico que um dia venha a ter um filho transplantado porque nenhuma criança merece tal infelicidade! Mas se alguma das crianças visadas vier a ter alguma rejeição, adoecer ou morrer, ele ficará para sempre com esse peso na consciência... se a tiver!
Reparem nestes artigos:
Código Penal
________________________________________
LIVRO II - Parte especial
TÍTULO I - Dos crimes contra as pessoas
CAPÍTULO III - Dos crimes contra a integridade física
----------
Artigo 144.º
Ofensa à integridade física grave
Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a:
(…)
d) Provocar-lhe perigo para a vida;
é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos.
Artigo 145.º
Ofensa à integridade física qualificada
1 — Se as ofensas à integridade física forem produzidas em circunstâncias que revelem especial
censurabilidade ou perversidade do agente, este é punido:
a) Com pena de prisão até quatro anos no caso do artigo 143.º;
b) Com pena de prisão de três a doze anos no caso do artigo 144.º
2 — São susceptíveis de revelar a especial censurabilidade ou perversidade do agente, entre outras, as circunstâncias previstas no n.º 2 do artigo 132.º
Artigo 132.º
Homicídio qualificado
1 —
2 — É susceptível de revelar a especial censurabilidade ou perversidade a que se refere o número
Anterior (e o artº 145º 2), entre outras, a circunstância de o agente:
(…)
c) Praticar o facto contra pessoa particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença
ou gravidez;
(…) m) Ser funcionário e praticar o facto com grave abuso de autoridade.
Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem *
Adoptada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.
Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do
Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Artigo 3.º
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 7.º
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a
protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer
incitamento a tal discriminação.
Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir
a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à
cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
Artigo 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o
bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e
ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na
invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias
independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas
dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa)
Artigo 1.º
Dignidade do ser humano
A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida.
Artigo 3.º
Direito à integridade do ser humano
1. Todas as pessoas têm direito ao respeito pela sua integridade física e mental.
Artigo 20.º
Igualdade perante a lei
Todas as pessoas são iguais perante a lei.
Artigo 21.º
Não discriminação
1. É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.
Artigo 24.º
Direitos das crianças
1. As crianças têm direito à protecção e aos cuidados necessários ao seu bem-estar. Podem exprimir livremente a sua opinião, que será tomada em consideração nos assuntos que lhes digam respeito, em função da sua idade e maturidade.
2. Todos os actos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.
3.
Artigo 35.º
Protecção da saúde
Todas as pessoas têm o direito de aceder à prevenção em matéria de saúde e de beneficiar de cuidados médicos, de acordo com as legislações e práticas nacionais. Na definição e execução de todas as políticas e acções da União, será assegurado um elevado nível de protecção da saúde humana.
Constituição da República Portuguesa
PARTE I
Direitos e deveres fundamentais
TÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 12.º
(Princípio da universalidade)
1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.
2. As pessoas colectivas gozam dos direitos e estão sujeitas aos deveres compatíveis com a sua natureza.
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
3. Artigo 22.º
4. (Responsabilidade das entidades públicas)
5. O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.
Artigo 25.º
(Direito à integridade pessoal)
1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.
Artigo 26.º
(Outros direitos pessoais)
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.
CAPÍTULO II
Direitos e deveres sociais
Artigo 64.º
(Saúde)
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
Artigo 67.º
(Família)
1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
Artigo 69.º
(Infância)
1. As crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições.
Artigo 71.º
(Cidadãos portadores de deficiência)
1. Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados.
2. O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos pais ou tutores.
3. O Estado apoia as organizações de cidadãos portadores de deficiência.
...............................................
O meu Blog é muito pouco lido, isto a acreditar que a contabilização das visitas está correcta, por isso o efeito desta denúncia será minimo!! Todavia faço esta denúncia a nível particular e espero que nos próximos dias a Hepaturix faça chegar a sua própria denúncia á Comunicação Social e então aí sim, tenho esperança que as coisas mudem de rumo!
Os pais das crianças transplantadas estão desesperados e não podem esperar mais!
Isto é um crime e o Ministério Público de Coimbra deveria ter conhecimento de todos os casos e abrir um inquérito!
O Sr. Presidente da República vetou um diploma que, embora não se refira declaradamente as estas situações, tem uma forte sintonia com elas!
O Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos já emitiu diversas opiniões públicas contra esta possibilidade.
A médica hepatologista, a maior autoridade que temos nesta área pediátrica, demitiu-se para mostrar a sua completa oposição ao que se está a passar!
Por outro lado a HEPATURIX tentou munir-se de informações que pudessem sustentar a posição da farmácia e dessa forma descansar os pais, mas só conseguiu reunir informações que alarmaram ainda mais esses mesmos pais e estão a deixá-los revoltados!!
Os pais não querem dar o medicamento "imitação" e não têm onde comprar o "verdadeiro" pois a sua comercialização não existe em Portugal. Só as farmácias dos hospitais o comercializam e de todos os hospitais que tratam transplantados, apenas o pediátrico de Coimbra, imagine-se, o hospital das N/ crianças, é que impôs esta troca!!
Como autor de um livro que tanto elogia os serviços dos Hospitais de Coimbra e do Pediátrico, é triste ter de constatar que alguém teve esta iniciativa dentro do N/ estimado hospital!
Tudo porque um farmacêutico déspota e inconsciente resolveu cometer um crime público por sua conta e risco e ninguém da Administração percebeu isso!
Não desejo a este farmacêutico que um dia venha a ter um filho transplantado porque nenhuma criança merece tal infelicidade! Mas se alguma das crianças visadas vier a ter alguma rejeição, adoecer ou morrer, ele ficará para sempre com esse peso na consciência... se a tiver!
Reparem nestes artigos:
Código Penal
________________________________________
LIVRO II - Parte especial
TÍTULO I - Dos crimes contra as pessoas
CAPÍTULO III - Dos crimes contra a integridade física
----------
Artigo 144.º
Ofensa à integridade física grave
Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a:
(…)
d) Provocar-lhe perigo para a vida;
é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos.
Artigo 145.º
Ofensa à integridade física qualificada
1 — Se as ofensas à integridade física forem produzidas em circunstâncias que revelem especial
censurabilidade ou perversidade do agente, este é punido:
a) Com pena de prisão até quatro anos no caso do artigo 143.º;
b) Com pena de prisão de três a doze anos no caso do artigo 144.º
2 — São susceptíveis de revelar a especial censurabilidade ou perversidade do agente, entre outras, as circunstâncias previstas no n.º 2 do artigo 132.º
Artigo 132.º
Homicídio qualificado
1 —
2 — É susceptível de revelar a especial censurabilidade ou perversidade a que se refere o número
Anterior (e o artº 145º 2), entre outras, a circunstância de o agente:
(…)
c) Praticar o facto contra pessoa particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença
ou gravidez;
(…) m) Ser funcionário e praticar o facto com grave abuso de autoridade.
Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem *
Adoptada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.
Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do
Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Artigo 3.º
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 7.º
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a
protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer
incitamento a tal discriminação.
Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir
a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à
cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.
Artigo 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o
bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e
ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na
invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias
independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas
dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.
Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa)
Artigo 1.º
Dignidade do ser humano
A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida.
Artigo 3.º
Direito à integridade do ser humano
1. Todas as pessoas têm direito ao respeito pela sua integridade física e mental.
Artigo 20.º
Igualdade perante a lei
Todas as pessoas são iguais perante a lei.
Artigo 21.º
Não discriminação
1. É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.
Artigo 24.º
Direitos das crianças
1. As crianças têm direito à protecção e aos cuidados necessários ao seu bem-estar. Podem exprimir livremente a sua opinião, que será tomada em consideração nos assuntos que lhes digam respeito, em função da sua idade e maturidade.
2. Todos os actos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.
3.
Artigo 35.º
Protecção da saúde
Todas as pessoas têm o direito de aceder à prevenção em matéria de saúde e de beneficiar de cuidados médicos, de acordo com as legislações e práticas nacionais. Na definição e execução de todas as políticas e acções da União, será assegurado um elevado nível de protecção da saúde humana.
Constituição da República Portuguesa
PARTE I
Direitos e deveres fundamentais
TÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 12.º
(Princípio da universalidade)
1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.
2. As pessoas colectivas gozam dos direitos e estão sujeitas aos deveres compatíveis com a sua natureza.
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
3. Artigo 22.º
4. (Responsabilidade das entidades públicas)
5. O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.
Artigo 25.º
(Direito à integridade pessoal)
1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.
Artigo 26.º
(Outros direitos pessoais)
1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.
CAPÍTULO II
Direitos e deveres sociais
Artigo 64.º
(Saúde)
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
Artigo 67.º
(Família)
1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.
Artigo 69.º
(Infância)
1. As crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições.
Artigo 71.º
(Cidadãos portadores de deficiência)
1. Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados.
2. O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos pais ou tutores.
3. O Estado apoia as organizações de cidadãos portadores de deficiência.
...............................................
O meu Blog é muito pouco lido, isto a acreditar que a contabilização das visitas está correcta, por isso o efeito desta denúncia será minimo!! Todavia faço esta denúncia a nível particular e espero que nos próximos dias a Hepaturix faça chegar a sua própria denúncia á Comunicação Social e então aí sim, tenho esperança que as coisas mudem de rumo!
Os pais das crianças transplantadas estão desesperados e não podem esperar mais!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Notícia no Diário de Coimbra
Não podemos esperar mais!
Quem quiser ler a notícia ver link
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=11512&Itemid=135
Quem quiser ler a notícia ver link
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=11512&Itemid=135
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Desculpem lá andar 'meio' ausente!
O que se passa, é que nós na Hepaturix não temos estado parados e achei melhor não colocar nada do que se tem dito e feito no blog, pois temos receio que as coisas se compliquem ainda mais!
Para já, as perspectivas não são más, mas estamos longe de estar tranquilos, quer em relação ao programa de transplantação, quer em relação aos medicamentos!
Não deixa de ser irónico ter escrito um livro tão elogioso para os HUC e Pediátrico e agora estarmos a debater-nos com estas dificuldades todas!
Para já, as perspectivas não são más, mas estamos longe de estar tranquilos, quer em relação ao programa de transplantação, quer em relação aos medicamentos!
Não deixa de ser irónico ter escrito um livro tão elogioso para os HUC e Pediátrico e agora estarmos a debater-nos com estas dificuldades todas!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Preocupações, preocupações e mais preocupações ...
Não são com o Alex, pois ele está bem! Apanhou a "temida" varicela, mas felizmente teve um quadro evolutivo normal e já está completamente restabelecido.
O que se passa é que voltámos aos HUC, desta vez a N/ pedido (...tivemos uma 1ª reunião em Janeiro a pedido da Administração dos HUC), para termos nova reunião com o Prof. Regateiro, também já conversámos com diversas pessoas, incluindo o Dr. Emanuel e a Dra. Isabel. A nossa intenção é tentar ajudar... mas há coisas que realmente são pouco tangíveis!
Mas tudo terá de se definir e rapidamente, porque existem crianças à espera do seu transplante e nós não desistiremos de tentar encontrar a solução!
Por outro lado, maus ventos sopraram-nos tristes novidades em relação aos medicamentos!! Nós estamos a ficar furiosos, esta é a palavra correcta, furiosos, mas para já ainda nos vamos contendo, mas não será por muito tempo! Esperamos que o bom-senso prevaleça e tudo não passe de um pesadelo que não se chegue a verificar....
O que se passa é que voltámos aos HUC, desta vez a N/ pedido (...tivemos uma 1ª reunião em Janeiro a pedido da Administração dos HUC), para termos nova reunião com o Prof. Regateiro, também já conversámos com diversas pessoas, incluindo o Dr. Emanuel e a Dra. Isabel. A nossa intenção é tentar ajudar... mas há coisas que realmente são pouco tangíveis!
Mas tudo terá de se definir e rapidamente, porque existem crianças à espera do seu transplante e nós não desistiremos de tentar encontrar a solução!
Por outro lado, maus ventos sopraram-nos tristes novidades em relação aos medicamentos!! Nós estamos a ficar furiosos, esta é a palavra correcta, furiosos, mas para já ainda nos vamos contendo, mas não será por muito tempo! Esperamos que o bom-senso prevaleça e tudo não passe de um pesadelo que não se chegue a verificar....
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A mensagem da HEPATURIX
Falo-vos com alegria de ver tantos meninos salvos por este programa de transplantação hepática pediátrica de que aqui estamos a comemorar o 17º aniversário.
Falo-vos também com enorme tristeza por ver que aquele que foi um programa sólido está agora em risco de desmoronamento.
Falo-vos com a revolta de ver directores que acreditamos serem pessoas de bem e responsáveis deixem cair, baixando os braços, um programa que não terá substituição neste País.
Estou com a sensação de estar a ver outra vez o mesmo filme! Há quatro anos vivemos momentos de insegurança quando chegamos ao ponto de ver partir para Madrid uma menina que precisava de um transplante hepático e o programa estava suspenso em Portugal por os hospitais não estarem a dar condições ao cirurgião (único em Portugal) que fazia e ainda faz os transplantes pediátricos. Depois de um mês no estrangeiro, esta menina regressou porque não conseguiram reunir as condições para que o transplante fosse efectuado em Espanha. Volvido este tempo, pasme-se, este cirurgião ainda não tem seguidores porque não se investiu em formação.
Recuando 10 anos na minha vida pessoal, recordo que quando a necessidade de transplante me bateu à porta, foi-me explicado que poderia fazê-lo no estrangeiro, se assim o desejasse, mas uma vez que já era feito em Portugal o custo teria de ser assumido particularmente. Os requisitos necessários eram, à data, o pagamento de 55 mil contos, ter um dador vivo compatível, pois cada país dá preferência aos naturais não havendo excedentes para os estrangeiros, e a garantia que ficaria a residir no estrangeiro durante 6 meses para acompanhamento do doente. Se este programa for interrompido é este o custo, com as correcções da distância de 10 anos, que virá a ser pago por cada criança que venha a necessitar de transplante hepático. A este custo, acrescentem os custos emocionais que não são menos duros. E, entretanto, o investimento, a formação e a experiência de que somos detentores em Portugal, especificamente aqui em Coimbra, vai-se perdendo.
Considero uma obrigação de cada um de nós, aqui reunido nesta sala, lutar para que sejam assumidas todas as condições para que continuemos a ter transplantes hepáticos pediátricos no nosso País.
Não usamos a comunicação social como arma de arremesso, nem somos um grupo de fora a falar do que não sabe, damos a conhecer através dela a justeza das nossas pretenções e muitas vezes sem qualquer vontade sabemos muito bem do que estamos a falar porque o vivenciámos nos hospitais.
Não podemos entender que seja anunciado publicamente que os transplantes hepáticos vão passar a ser efectuados no Hospital Pediátrico e três anos depois, não só não o foram como estão a passar uma situação de remedeio para a situações agudas. E as que estão em lista de espera? Como vai ser? Agora que HUC, CHC e portanto HP estarão debaixo da mesma alçada, nada deve obstar a que haja uma equipa de transplantes no novo Hospital Pediátrico.
Acreditamos que o sentido de responsabilidade da direcção dos HUC se sobreporá a todas as dificuldades agora existentes e que fará uma aposta consciente na formação de profissionais que garantam este serviço com continuidade, e não com um empréstimo de um médico de outro hospital que se viu obrigado a sair de casa por falta de condições. A essa consciência, sentidos de responsabilidade e humanitário habituou-nos o Dr. Emanuel Furtado sempre disponível, 24 horas por dia, 12 meses por ano, sem nunca falhar.
Temos em Coimbra, na pessoa da Dra Isabel Gonçalves uma médica pediatra com formação única para fazer o acompanhamento dos transplantados pediátricos. Mais uma vez, estamos perante uma situação gritante, que ao longo destes anos tem tido avanços e recuos mas nunca uma situação sólida de garantia de continuidade com formação. A Dra Isabel Gonçalves fez a sua formação em Bruxelas e tem experiência de 17 anos acumulados no acompanhamento pediátrico de pré e pós-transplante hepático com uma actuação médica brilhante. Somos um País pobre, mas desperdiçamos os valores que temos.
Chegou a hora de vos dar notícias da nossa Associação. No decurso do último ano apoiámos diversas famílias na aquisição de leite especial, de medicamentos, transportes para consultas, alojamento no nosso apartamento. Obtivemos o apoio de um banco para a construção de um quarto para uma menina transplantada já por 3 vezes, e que embora já com 6 anos, dormia no quarto dos pais. Foi-lhe dado um quarto quentinho, só para ela. Estas acções são uma forte razão para continuarmos a prestar apoio social. Mas continuaremos também a lutar pela continuidade deste programa, com a dignidade e o apoio que merece.
A todos, muito obrigada.
Tereza Larisch
Presidente da Direcção
Falo-vos também com enorme tristeza por ver que aquele que foi um programa sólido está agora em risco de desmoronamento.
Falo-vos com a revolta de ver directores que acreditamos serem pessoas de bem e responsáveis deixem cair, baixando os braços, um programa que não terá substituição neste País.
Estou com a sensação de estar a ver outra vez o mesmo filme! Há quatro anos vivemos momentos de insegurança quando chegamos ao ponto de ver partir para Madrid uma menina que precisava de um transplante hepático e o programa estava suspenso em Portugal por os hospitais não estarem a dar condições ao cirurgião (único em Portugal) que fazia e ainda faz os transplantes pediátricos. Depois de um mês no estrangeiro, esta menina regressou porque não conseguiram reunir as condições para que o transplante fosse efectuado em Espanha. Volvido este tempo, pasme-se, este cirurgião ainda não tem seguidores porque não se investiu em formação.
Recuando 10 anos na minha vida pessoal, recordo que quando a necessidade de transplante me bateu à porta, foi-me explicado que poderia fazê-lo no estrangeiro, se assim o desejasse, mas uma vez que já era feito em Portugal o custo teria de ser assumido particularmente. Os requisitos necessários eram, à data, o pagamento de 55 mil contos, ter um dador vivo compatível, pois cada país dá preferência aos naturais não havendo excedentes para os estrangeiros, e a garantia que ficaria a residir no estrangeiro durante 6 meses para acompanhamento do doente. Se este programa for interrompido é este o custo, com as correcções da distância de 10 anos, que virá a ser pago por cada criança que venha a necessitar de transplante hepático. A este custo, acrescentem os custos emocionais que não são menos duros. E, entretanto, o investimento, a formação e a experiência de que somos detentores em Portugal, especificamente aqui em Coimbra, vai-se perdendo.
Considero uma obrigação de cada um de nós, aqui reunido nesta sala, lutar para que sejam assumidas todas as condições para que continuemos a ter transplantes hepáticos pediátricos no nosso País.
Não usamos a comunicação social como arma de arremesso, nem somos um grupo de fora a falar do que não sabe, damos a conhecer através dela a justeza das nossas pretenções e muitas vezes sem qualquer vontade sabemos muito bem do que estamos a falar porque o vivenciámos nos hospitais.
Não podemos entender que seja anunciado publicamente que os transplantes hepáticos vão passar a ser efectuados no Hospital Pediátrico e três anos depois, não só não o foram como estão a passar uma situação de remedeio para a situações agudas. E as que estão em lista de espera? Como vai ser? Agora que HUC, CHC e portanto HP estarão debaixo da mesma alçada, nada deve obstar a que haja uma equipa de transplantes no novo Hospital Pediátrico.
Acreditamos que o sentido de responsabilidade da direcção dos HUC se sobreporá a todas as dificuldades agora existentes e que fará uma aposta consciente na formação de profissionais que garantam este serviço com continuidade, e não com um empréstimo de um médico de outro hospital que se viu obrigado a sair de casa por falta de condições. A essa consciência, sentidos de responsabilidade e humanitário habituou-nos o Dr. Emanuel Furtado sempre disponível, 24 horas por dia, 12 meses por ano, sem nunca falhar.
Temos em Coimbra, na pessoa da Dra Isabel Gonçalves uma médica pediatra com formação única para fazer o acompanhamento dos transplantados pediátricos. Mais uma vez, estamos perante uma situação gritante, que ao longo destes anos tem tido avanços e recuos mas nunca uma situação sólida de garantia de continuidade com formação. A Dra Isabel Gonçalves fez a sua formação em Bruxelas e tem experiência de 17 anos acumulados no acompanhamento pediátrico de pré e pós-transplante hepático com uma actuação médica brilhante. Somos um País pobre, mas desperdiçamos os valores que temos.
Chegou a hora de vos dar notícias da nossa Associação. No decurso do último ano apoiámos diversas famílias na aquisição de leite especial, de medicamentos, transportes para consultas, alojamento no nosso apartamento. Obtivemos o apoio de um banco para a construção de um quarto para uma menina transplantada já por 3 vezes, e que embora já com 6 anos, dormia no quarto dos pais. Foi-lhe dado um quarto quentinho, só para ela. Estas acções são uma forte razão para continuarmos a prestar apoio social. Mas continuaremos também a lutar pela continuidade deste programa, com a dignidade e o apoio que merece.
A todos, muito obrigada.
Tereza Larisch
Presidente da Direcção
sábado, 15 de janeiro de 2011
Hepaturix – o que pensamos desta solução!
Fomos convidados para reunirmos na próxima semana com a Administração dos HUC e esta notícia de hoje no DC trouxe-nos imediatamente um grande alívio!
Todavia, há muitas coisas que terão de ser bem pensadas:
- primeiro, como se vai processar a organização das diversas equipas, pois antes tínhamos HUC vs Pediátrico, agora teremos IPO vs HUC vs Pediátrico e se juntarmos a isto o processo em curso de fusão com o CHC, ficamos um pouco confusos…
- segundo, é necessário implementar a formação de mais cirurgiões que possam ajudar o Dr. Emanuel. Toda aquela lógica da formação que nunca se fez e da união/manutenção das diversas equipas, tem de ser um objectivo prioritário. O Dr. Emanuel estava rodeado de pessoas fabulosas e não as podemos perder, pois muitas estavam e estão no limiar da frustração! O sucesso do Dr. Emanuel, é o sucesso de todos aqueles que o apoiaram e suportaram, por isso e como o Dr. Carlos Bento me referiu um dia, até os que desempenham funções menores têm de ser os melhores!;
- terceiro, parece-nos que agora sim, pode-se consolidar aquela ideia dos TRH passarem para o Pediátrico, não só porque o novo Pediátrico estará para breve (?!) mas especialmente porque sendo todos (quase…) do mesmo centro hospitalar, outra coisa não seria de esperar!
Sempre contámos com o Dr. Emanuel, desejamos-lhe muita sorte no Instituto de Oncologia, pois Portugal necessita da sua “arte”. Muitos doentes oncológicos beneficiarão dos seus conhecimentos e as crianças que um dia serão transplantadas, necessitam dele “com mão”, rotinado e com a sua técnica cada vez mais apurada!
Forte abraço Dr. Emanuel e fazemos votos para que se encontre uma plataforma de funcionamento que permita manter os transplantes hepáticos em COIMBRA, pois também já nos constou que, da mesma forma que há três anos atrás, poderiam eventualmente ser transferidos para o Curry Cabral em Lisboa.
Como os 17 anos de experiência e consolidar de rotinas e conhecimentos estão em Coimbra, como a Dra. Isabel Gonçalves e todos os outros são de Coimbra e como a própria Ordem dos Médicos já o defendeu publicamente várias vezes, mais uma vez sublinhamos que os Transplantes Pediátricos devem ficar em Coimbra.
Como dizia Píndaro “quem quer vencer um obstáculo deve armar-se da força do leão e da prudência da serpente”, por isso pedimos a todos, Administrações Hospitalares incluídas, que como referiu o Dr. Manuel António, afinem tudo o que se seguirá com bom-senso.
Bem hajam a todos.
Todavia, há muitas coisas que terão de ser bem pensadas:
- primeiro, como se vai processar a organização das diversas equipas, pois antes tínhamos HUC vs Pediátrico, agora teremos IPO vs HUC vs Pediátrico e se juntarmos a isto o processo em curso de fusão com o CHC, ficamos um pouco confusos…
- segundo, é necessário implementar a formação de mais cirurgiões que possam ajudar o Dr. Emanuel. Toda aquela lógica da formação que nunca se fez e da união/manutenção das diversas equipas, tem de ser um objectivo prioritário. O Dr. Emanuel estava rodeado de pessoas fabulosas e não as podemos perder, pois muitas estavam e estão no limiar da frustração! O sucesso do Dr. Emanuel, é o sucesso de todos aqueles que o apoiaram e suportaram, por isso e como o Dr. Carlos Bento me referiu um dia, até os que desempenham funções menores têm de ser os melhores!;
- terceiro, parece-nos que agora sim, pode-se consolidar aquela ideia dos TRH passarem para o Pediátrico, não só porque o novo Pediátrico estará para breve (?!) mas especialmente porque sendo todos (quase…) do mesmo centro hospitalar, outra coisa não seria de esperar!
Sempre contámos com o Dr. Emanuel, desejamos-lhe muita sorte no Instituto de Oncologia, pois Portugal necessita da sua “arte”. Muitos doentes oncológicos beneficiarão dos seus conhecimentos e as crianças que um dia serão transplantadas, necessitam dele “com mão”, rotinado e com a sua técnica cada vez mais apurada!
Forte abraço Dr. Emanuel e fazemos votos para que se encontre uma plataforma de funcionamento que permita manter os transplantes hepáticos em COIMBRA, pois também já nos constou que, da mesma forma que há três anos atrás, poderiam eventualmente ser transferidos para o Curry Cabral em Lisboa.
Como os 17 anos de experiência e consolidar de rotinas e conhecimentos estão em Coimbra, como a Dra. Isabel Gonçalves e todos os outros são de Coimbra e como a própria Ordem dos Médicos já o defendeu publicamente várias vezes, mais uma vez sublinhamos que os Transplantes Pediátricos devem ficar em Coimbra.
Como dizia Píndaro “quem quer vencer um obstáculo deve armar-se da força do leão e da prudência da serpente”, por isso pedimos a todos, Administrações Hospitalares incluídas, que como referiu o Dr. Manuel António, afinem tudo o que se seguirá com bom-senso.
Bem hajam a todos.
Transplantação hepática pediátrica está assegurada.
Escrito por Andrea Trindade.
O cirurgião Emanuel Furtado, que se mudou para o IPO, garantirá os transplantes de fígado em crianças
Emanuel Furtado, que cessa hoje funções nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), deverá continuar a fazer transplantes hepáticos pediátricos, liderando em Coimbra uma equipa única a nível nacional.
Na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo coordenador do Programa de Transplantação Hepática Pediátrica e do seu ingresso no Instituto Português de Oncologia (IPO), a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) revelou ontem em comunicado de imprensa que «foram feitas diligências com o Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), com os HUC e o IPO, no sentido de garantir a manutenção do programa de transplantação hepática pediátrica em Coimbra».
De acordo com a ARSC, e em resposta às preocupações de pais e familiares de crianças com doenças hepáticas, «o tratamento e acompanhamento das situações agudas encontra-se assegurado».
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do IPO de Coimbra, Manuel António, revelou que Emanuel Furtado começa a trabalhar nesta unidade na próxima semana e que o IPO «obviamente lhe dá autorização para fazer os transplantes que forem necessários nas crianças que deles necessitarem».
Ainda de acordo com o responsável do IPO, o médico «respondeu a um concurso nacional», aberto em Outubro do ano passado, para a contratação de um cirurgião geral e ficou classificado em primeiro lugar.
No que se refere aos «problemas que se estão a levantar, ao doutor Emanuel e aos transplantes dos miúdos», Manuel António disse à Lusa que «isso vai ser salvaguardado através do bom senso que todos nós devemos ter».
Coordenador do programa nacional de transplantação hepática pediátrica, cuja equipa realiza em média 12 destas cirurgias por ano, Emanuel Furtado é o único médico com experiência para realizar transplantes de fígado em crianças.
O cirurgião Emanuel Furtado, que se mudou para o IPO, garantirá os transplantes de fígado em crianças
Emanuel Furtado, que cessa hoje funções nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), deverá continuar a fazer transplantes hepáticos pediátricos, liderando em Coimbra uma equipa única a nível nacional.
Na sequência do pedido de exoneração apresentado pelo coordenador do Programa de Transplantação Hepática Pediátrica e do seu ingresso no Instituto Português de Oncologia (IPO), a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) revelou ontem em comunicado de imprensa que «foram feitas diligências com o Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), com os HUC e o IPO, no sentido de garantir a manutenção do programa de transplantação hepática pediátrica em Coimbra».
De acordo com a ARSC, e em resposta às preocupações de pais e familiares de crianças com doenças hepáticas, «o tratamento e acompanhamento das situações agudas encontra-se assegurado».
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração do IPO de Coimbra, Manuel António, revelou que Emanuel Furtado começa a trabalhar nesta unidade na próxima semana e que o IPO «obviamente lhe dá autorização para fazer os transplantes que forem necessários nas crianças que deles necessitarem».
Ainda de acordo com o responsável do IPO, o médico «respondeu a um concurso nacional», aberto em Outubro do ano passado, para a contratação de um cirurgião geral e ficou classificado em primeiro lugar.
No que se refere aos «problemas que se estão a levantar, ao doutor Emanuel e aos transplantes dos miúdos», Manuel António disse à Lusa que «isso vai ser salvaguardado através do bom senso que todos nós devemos ter».
Coordenador do programa nacional de transplantação hepática pediátrica, cuja equipa realiza em média 12 destas cirurgias por ano, Emanuel Furtado é o único médico com experiência para realizar transplantes de fígado em crianças.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Emanuel Furtado pediu para sair dos HUC - Artigo de hoje do Diário de Coimbra
Escrito por Andrea Trindade
CIRURGIÃO DEVERÁ IR PARA O IPO DE COIMBRA
Emanuel Furtado pediu
para sair dos HUC
Cirurgião é o responsável pelo programa nacional de transplantação hepática pediátrica, que pode estar em risco
O cirurgião Emanuel Furtado, coordenador do programa de transplantação hepática pediátrica e único médico com conhecimento e experiência para realizar transplantes de fígado em crianças, pediu para sair dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). A Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas – Hepaturix teme que acabem os transplantes hepáticos pediátricos em Coimbra e que as crianças tenham de ser encaminhadas para centros estrangeiros, correndo o risco de não obter resposta em tempo útil.
Fonte do gabinete de comunicação dos HUC confirmou ontem ao Diário de Coimbra que «o Conselho de Administração tomou conhecimento do pedido de exoneração do professor Emanuel Furtado», profissional daquele hospital. O pedido terá chegado já este ano, mas há algum tempo que se fala na saída do médico, admitindo-se, mais recentemente, a sua ida para o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, onde deverá chefiar um serviço.
Recorde-se que Emanuel Furtado foi designado há quatro anos coordenador dos transplantes hepáticos pediátricos mas não dirigia nenhum serviço nos HUC, trabalhando no serviço de Cirurgia I, sob a direcção de Fernando José Oliveira.
«Se for verdade é o atestado de óbito dos transplantes hepáticos pediátricos e toda uma equipa e uma lógica de funcionamento que fica em causa. É muito triste, dramático», refere Vítor Raimundo Martins, presidente da Assembleia-geral da Hepaturix e pai de uma criança transplantada.
O responsável refere que, em situações agudas, «o transplante tem de ser feito num curto intervalo de tempo, não se compadece com envios para centros estrangeiros e com espera por órgãos de dadores compatíveis noutro país».
«Saindo Emanuel Furtado e ficando outro cirurgião que não possua os mesmos conhecimentos e alguma experiência, estaremos a regredir num processo que nos trouxe até um centro de grande qualidade, com taxas de sucesso comparáveis às melhores internacionais», acrescenta Catarina Aguiar, vice-presidente da direcção da Hepaturix, ela própria uma jovem transplantada em Coimbra.
Uma equipa “admirável”
Vítor Martins e todos os outros pais e doentes são unânimes em considerar a equipa liderada por Emanuel Furtado - constituída por profissionais dos HUC e do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) - «admirável em todos os níveis». «Custa-me, por isso, ainda mais ver a transplantação pediátrica cair assim», desabafa, lembrando a «escola criada com Linhares Furtado (pioneiro em Portugal)» e o enorme conhecimento reunido neste centro. Sobre o futuro dos transplantes há ainda pouco a dizer. Os HUC garantem apenas que «saberão encontrar formas de assumir as suas responsabilidades no cumprimento da sua missão como hospital de adultos». O que dá uma clara indicação de que o problema deverá ser resolvido do lado do Hospital Pediátrico e indo ao encontro da já prometida transferência dos transplantes hepáticos pediátricos para o novo hospital.
Através do gabinete de imprensa, os HUC fazem ainda saber que «estão, como sempre estiveram, abertos à colaboração nesta área, disponibilizando as suas equipas» ao Pediátrico e a outros hospitais da cidade. Uma dúvida que, aliás, nem se coloca quando todos as unidades fazem já parte do recém-criado Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Cenário já era anunciado
Há anos que a Hepaturix alerta para a fragilidade de ter apenas um cirurgião especializado nesta área, reclamando o investimento na formação de mais cirurgiões hepáticos infantis. No início de 2007, os pais e familiares de crianças transplantadas viveram momentos de grande angústia, precisamente porque Emanuel Furtado esteve indisponível para fazer o serviço, levando à suspensão temporária dos transplantes (com pelo menos uma criança a ser encaminhada para o Hospital de La Paz, em Madrid).
Os HUC, hospital a que pertence o cirurgião e onde são realizados os transplantes, e Hospital Pediátrico, que recebe e acompanha as crianças antes e depois do transplante, deram, na altura, o problema por resolvido. Emanuel Furtado seria nomeado coordenador do programa de transplantação hepática pediátrica – nacional, porque Coimbra tem o único centro que faz este tipo de intervenção – e os transplantes foram retomados. O que é certo é que se continuou a depender de um único cirurgião, até hoje, «sem que fosse feito um investimento na formação de novos cirurgiões», repara Vítor Martins. O Diário de Coimbra tentou, sem sucesso, falar com o cirurgião Emanuel Furtado.
17.o aniversário da transplantação
hepática pediátrica assinalado amanhã
A transplantação de fígado em crianças foi iniciada em Portugal a 15 de Janeiro de 1994 – fará amanhã 17 anos – por Linhares Furtado, pai do até aqui responsável pelo programa de transplantação hepática pediátrica. A intervenção é complexa e a técnica difere da realizada em adultos, uma vez que os órgãos disponíveis para transplante são maioritariamente de dadores adultos e a equipa de Emanuel Furtado tem de proceder à sua redução ou, em alguns casos, à divisão do órgão para responder a mais de um receptor. Desde 2001, realiza-se também em Coimbra o transplante hepático com recurso a dador vivo, sendo normalmente o pai ou a mãe a doar parte do fígado à criança.
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=10799&Itemid=135
CIRURGIÃO DEVERÁ IR PARA O IPO DE COIMBRA
Emanuel Furtado pediu
para sair dos HUC
Cirurgião é o responsável pelo programa nacional de transplantação hepática pediátrica, que pode estar em risco
O cirurgião Emanuel Furtado, coordenador do programa de transplantação hepática pediátrica e único médico com conhecimento e experiência para realizar transplantes de fígado em crianças, pediu para sair dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). A Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas – Hepaturix teme que acabem os transplantes hepáticos pediátricos em Coimbra e que as crianças tenham de ser encaminhadas para centros estrangeiros, correndo o risco de não obter resposta em tempo útil.
Fonte do gabinete de comunicação dos HUC confirmou ontem ao Diário de Coimbra que «o Conselho de Administração tomou conhecimento do pedido de exoneração do professor Emanuel Furtado», profissional daquele hospital. O pedido terá chegado já este ano, mas há algum tempo que se fala na saída do médico, admitindo-se, mais recentemente, a sua ida para o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, onde deverá chefiar um serviço.
Recorde-se que Emanuel Furtado foi designado há quatro anos coordenador dos transplantes hepáticos pediátricos mas não dirigia nenhum serviço nos HUC, trabalhando no serviço de Cirurgia I, sob a direcção de Fernando José Oliveira.
«Se for verdade é o atestado de óbito dos transplantes hepáticos pediátricos e toda uma equipa e uma lógica de funcionamento que fica em causa. É muito triste, dramático», refere Vítor Raimundo Martins, presidente da Assembleia-geral da Hepaturix e pai de uma criança transplantada.
O responsável refere que, em situações agudas, «o transplante tem de ser feito num curto intervalo de tempo, não se compadece com envios para centros estrangeiros e com espera por órgãos de dadores compatíveis noutro país».
«Saindo Emanuel Furtado e ficando outro cirurgião que não possua os mesmos conhecimentos e alguma experiência, estaremos a regredir num processo que nos trouxe até um centro de grande qualidade, com taxas de sucesso comparáveis às melhores internacionais», acrescenta Catarina Aguiar, vice-presidente da direcção da Hepaturix, ela própria uma jovem transplantada em Coimbra.
Uma equipa “admirável”
Vítor Martins e todos os outros pais e doentes são unânimes em considerar a equipa liderada por Emanuel Furtado - constituída por profissionais dos HUC e do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) - «admirável em todos os níveis». «Custa-me, por isso, ainda mais ver a transplantação pediátrica cair assim», desabafa, lembrando a «escola criada com Linhares Furtado (pioneiro em Portugal)» e o enorme conhecimento reunido neste centro. Sobre o futuro dos transplantes há ainda pouco a dizer. Os HUC garantem apenas que «saberão encontrar formas de assumir as suas responsabilidades no cumprimento da sua missão como hospital de adultos». O que dá uma clara indicação de que o problema deverá ser resolvido do lado do Hospital Pediátrico e indo ao encontro da já prometida transferência dos transplantes hepáticos pediátricos para o novo hospital.
Através do gabinete de imprensa, os HUC fazem ainda saber que «estão, como sempre estiveram, abertos à colaboração nesta área, disponibilizando as suas equipas» ao Pediátrico e a outros hospitais da cidade. Uma dúvida que, aliás, nem se coloca quando todos as unidades fazem já parte do recém-criado Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Cenário já era anunciado
Há anos que a Hepaturix alerta para a fragilidade de ter apenas um cirurgião especializado nesta área, reclamando o investimento na formação de mais cirurgiões hepáticos infantis. No início de 2007, os pais e familiares de crianças transplantadas viveram momentos de grande angústia, precisamente porque Emanuel Furtado esteve indisponível para fazer o serviço, levando à suspensão temporária dos transplantes (com pelo menos uma criança a ser encaminhada para o Hospital de La Paz, em Madrid).
Os HUC, hospital a que pertence o cirurgião e onde são realizados os transplantes, e Hospital Pediátrico, que recebe e acompanha as crianças antes e depois do transplante, deram, na altura, o problema por resolvido. Emanuel Furtado seria nomeado coordenador do programa de transplantação hepática pediátrica – nacional, porque Coimbra tem o único centro que faz este tipo de intervenção – e os transplantes foram retomados. O que é certo é que se continuou a depender de um único cirurgião, até hoje, «sem que fosse feito um investimento na formação de novos cirurgiões», repara Vítor Martins. O Diário de Coimbra tentou, sem sucesso, falar com o cirurgião Emanuel Furtado.
17.o aniversário da transplantação
hepática pediátrica assinalado amanhã
A transplantação de fígado em crianças foi iniciada em Portugal a 15 de Janeiro de 1994 – fará amanhã 17 anos – por Linhares Furtado, pai do até aqui responsável pelo programa de transplantação hepática pediátrica. A intervenção é complexa e a técnica difere da realizada em adultos, uma vez que os órgãos disponíveis para transplante são maioritariamente de dadores adultos e a equipa de Emanuel Furtado tem de proceder à sua redução ou, em alguns casos, à divisão do órgão para responder a mais de um receptor. Desde 2001, realiza-se também em Coimbra o transplante hepático com recurso a dador vivo, sendo normalmente o pai ou a mãe a doar parte do fígado à criança.
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=10799&Itemid=135
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Um novo Blog
Há dias ocorreu-me que talvez não fosse descabido fazer um blog só para abordar temas relacionados com seguros. A minha formação juridica e a minha experiência profissional de 20 anos na actividade seguradora, permitem-me (penso eu!) abordar alguns temas de uma forma mais assertiva! Pelo menos vou tentar e prometo que o farei com o recurso a uma linguagem normal...
Para os que se interessem aqui vai o link: http://generalisegurosovar.blogspot.com/
A ideia principal é aos poucos ir fazendo pequenos textos que ajudem o consumidor normal a ter um manual simplificado de como proceder em determinadas situações.
Se escrever uns três ou quatro textos por mês, ao fim de um ano terei mais de 40 textos!
Vamos ver no que é que dá!
Para os que se interessem aqui vai o link: http://generalisegurosovar.blogspot.com/
A ideia principal é aos poucos ir fazendo pequenos textos que ajudem o consumidor normal a ter um manual simplificado de como proceder em determinadas situações.
Se escrever uns três ou quatro textos por mês, ao fim de um ano terei mais de 40 textos!
Vamos ver no que é que dá!
domingo, 2 de janeiro de 2011
Sinto-me optimista
Este ano vai ser seguramente um excelente ano! Não sei por que razão, mas sinto-me optimista.
Este histerismo colectivo levou-nos a esta irracionalidade, mas as coisas têm de voltar à normalidade, digo-o por força de uma lógica muito simples, é que tudo funciona por ciclos e este ciclo negativo já dura há tempo de mais e segundo a lógica das probabilidades é muito possível que todos sejamos surpreendidos por um excelente ano!
Que todos nós tenhamos uma atitude optimista e positiva e que os velhos do Restelo não se consigam ouvir!
Feliz 2011!
Este histerismo colectivo levou-nos a esta irracionalidade, mas as coisas têm de voltar à normalidade, digo-o por força de uma lógica muito simples, é que tudo funciona por ciclos e este ciclo negativo já dura há tempo de mais e segundo a lógica das probabilidades é muito possível que todos sejamos surpreendidos por um excelente ano!
Que todos nós tenhamos uma atitude optimista e positiva e que os velhos do Restelo não se consigam ouvir!
Feliz 2011!
sábado, 25 de dezembro de 2010
É Natal!

Na Terra Santa e no Monte Sião, perto do Cenáculo (onde se realizou a última ceia), encontramos a Igreja da Dormição. Esta imagem é do interior da bonita Igreja e nela podemos ver este painel com o Menino Jesus.
Hoje é Natal e tudo que simboliza esta época lembra-nos paz e amor, mas Jesus morreu de uma forma cruel e atroz! O homem é capaz de fazer as coisas mais belas e fantásticas, mas também as mais vis e cruéis! Tudo isto está presente no N/ quotidiano, tudo!
Uma parte substancial da humanidade não presta, é puro lixo! Pedófilos, assassinos, violadores, exploradores de mulheres crianças e animais, etc, etc, etc! A outra parte é preciosa, são todos aqueles que contam verdadeiramente, os que têm fé, (seja ela qual for !), os que amam o próximo, os agnósticos que como nós acreditam no amor, os que criam, os que sabem ver, os que sabem sorrir, abraçar e estender a mão!
Tiago, que com grande probabilidade era irmão de Jesus, só se converteu após a sua morte. Tiago julgava Jesus um pouco louco e a sua ressurreição mostrou-lhe o caminho da fé, pois Tiago estava em jejum à espera desse sinal! Muito mais tarde, também Tiago foi martirizado, pois morreu dilapidado!
Se Jesus nos aparecesse novamente, seria internado num hospício, porque ninguém O ouviria! Como refiro no meu livro, como conseguiria chegar Ele ao Papa, ao representante máximo de seu Pai?!!
Provavelmente seria preso e ninguém o ouviria.
Este é o meu desafio para este Natal e para o ano que se avizinha! Que a humanidade ouça o que se passa à sua volta e saiba dar o passo na direcção certa, porque o que se tem visto é um colosso embriagado a cambalear...
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de Saúde!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Hoje é um grande dia!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Da Silvia Pirk / Portimão
Olá Vítor!
O livro é um sucesso no meio dos meus colegas de escola e amigos. Já vendi todos os que me enviou e preciso que me envie mais (...).
Hoje estive presente na Rádio Fóia, Monchique, para divulgar o livro e falar da nossa história também. Estive no ar durante 30 minutos. Quem me ouviu disse que correu bem e que até se emocionaram. A escola tem um projecto em parceria com a rádio para divulgar a leitura feita pelos alunos, professores e funcionários.
Beijos e abraços para todos
Lucas e pais
Obrigado Silvia!
Bjos
O livro é um sucesso no meio dos meus colegas de escola e amigos. Já vendi todos os que me enviou e preciso que me envie mais (...).
Hoje estive presente na Rádio Fóia, Monchique, para divulgar o livro e falar da nossa história também. Estive no ar durante 30 minutos. Quem me ouviu disse que correu bem e que até se emocionaram. A escola tem um projecto em parceria com a rádio para divulgar a leitura feita pelos alunos, professores e funcionários.
Beijos e abraços para todos
Lucas e pais
Obrigado Silvia!
Bjos
Bazar de Natal Hepaturix
Hoje inicia-se o “Bazar de Natal” da Hepaturix que decorrerá no Hospital Pediátrico de Coimbra. Lá poderão ser encontrados artigos interessantes a um preço acessível e o produto das vendas permitirá à Hepaturix continuar as suas actividades.
São muitos os artigos, bonitos e baratos, desafio aqui a Hepaturix a colocá-los no ‘site’ pois dessa forma os interessados poderão ajudar à distancia, comprando os artigos, sem terem de se deslocar a Coimbra.
São muitos os artigos, bonitos e baratos, desafio aqui a Hepaturix a colocá-los no ‘site’ pois dessa forma os interessados poderão ajudar à distancia, comprando os artigos, sem terem de se deslocar a Coimbra.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Inês, Alex e ... Napoleão!

Este cavalheiro de seu nome Napoleão, é um daqueles gatos de uma ninhada que alguém abandonou aqui perto da N/ casa. O Napoleão é irmão do Caramelo (um gato amarelo) e da Rita (uma gata preta). Só conseguimos dar "em tempo útil" a outra irmã, uma gata parda e que está muito bem entregue! Quando finalmente apareceram donos para os outros irmãos, já o Caramelo, o Napoleão e a Rita faziam parte da familia e por isso, já não os demos!
O Napoleão é um gato brincalhão, está sempre a ronronar e só quer mimos. Vejam como aquele gatito triste e ranhoso se tornou num belo gato!
domingo, 21 de novembro de 2010
Missão Sorriso - Vamos ajudar o Hospital Pediátrico Coimbra a vencer!

No Hospital Pediátrico de Coimbra desde há muito que o acolhimento da criança é uma questão prioritária. Este ano, mais uma vez, o projecto apresentado à Missão Sorriso centra-se sobretudo na humanização dos espaços. Quando se trata de beneficiar o acolhimento e diminuir o sofrimento a crianças e adolescentes que a estadia num hospital pode acarretar, nada é suficiente e há sempre muito a fazer. O carácter inovador deste projecto consubstancia-se no facto de se pretender marcar a diferença ao nível das amenidades:
- estrutura física - pintura e decoração de serviço de internamento (Projecto PLIM), criando um ambiente que contribua para tranquilizar e reduzir os níveis de ansiedade das crianças e seus acompanhantes;
- melhoria da adesão aos programas terapêuticos, através da criação do "hospital sem medo", onde as crianças poderão contactar com os equipamentos e instrumental que habitualmente é utilizado na prestação de cuidados e experimentá-lo num boneco interactivo;
- aquisição de consolas e videojogos para equipar a ludoteca e salas de actividades (antes inexistentes ou precárias), aproximando o ambiente hospitalar, tanto quanto possível do ambiente familiar, social e escolar contribuindo para uma mais rápida recuperação;
- aquisição de LCD's, vídeos, 8 quiosques multimédia touch screen para colocação nas salas de espera e entradas principais do Hospital, equipamento este que, para além de poder servir para amenizar o tempo de espera através da apresentação de filmes e vídeos educativos, servirá também para prestar informações úteis aos utentes e seus familiares (divulgação em suporte digital do manual de acolhimento e encaminhamento dos utentes dentro das novas instalações);
- melhoria na identificação dos profissionais de saúde por serviço, através de um sistema identificativo profissional/serviço por cores e edição de um manual de acolhimento, revisto e melhorado, adequado à realidade das novas instalações, que acolherão crianças e jovens até aos 17 anos e 364 dias.
"O hospital é bonito, mas tinham que o pintar de amarelo. Aí iria mudar as aparências. A cama do hospital é boa, mas eu gosto mais da minha."
Ronaldo (14 anos), in O Hospital pelo Olhar da Criança.
Vamos ajudar o Projecto do Hospital Pediátrico de Coimbra a vencer!
Para votar basta copiar o link:
http://www.missaosorriso.continente.pt/descricao.php?guid=04cc1903-33f8-102e-859e-89880da61d9b
Precisamos da ajuda de todos!
http://www.youtube.com/watch?v=7FTXSj1ul_A (Missão Sorriso 2009)
sábado, 20 de novembro de 2010
Manneken Pis
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
As minhas desculpas!
À Administração do Pediátrico!
Informaram-me agora que o problema dos medicamentos aconteceu, não por razões financeiras/orçamentais, mas por causa de uma reclamação que colocou em causa o envio dos medicamentos pelos CTT (parece que umas caixas chegaram quentes por terem estado ao sol).
Ou seja, o Hospital alterou com o objectivo não de reduzir custos, mas sim de resolver um problema que poderia ser grave…
Assim sendo, a minha reacção não foi justa, mas repare-se, os medicamentos tanto podem sofrer maus tratos no envio para as nossas casas, como no envio para os hospitais da residência (a solução encontrada)!
Por isso vamos tentar dialogar com os responsáveis e ver se é possivel uma solução de bom senso e que agrade a todos!
Informaram-me agora que o problema dos medicamentos aconteceu, não por razões financeiras/orçamentais, mas por causa de uma reclamação que colocou em causa o envio dos medicamentos pelos CTT (parece que umas caixas chegaram quentes por terem estado ao sol).
Ou seja, o Hospital alterou com o objectivo não de reduzir custos, mas sim de resolver um problema que poderia ser grave…
Assim sendo, a minha reacção não foi justa, mas repare-se, os medicamentos tanto podem sofrer maus tratos no envio para as nossas casas, como no envio para os hospitais da residência (a solução encontrada)!
Por isso vamos tentar dialogar com os responsáveis e ver se é possivel uma solução de bom senso e que agrade a todos!
Noticias preocupantes de Coimbra - Mail enviado aos associados da Hepaturix
Têm-me chegado noticias preocupantes de Coimbra!
Resumindo:
- o Dr. Emanuel foi dado como certo no Stº António/Porto o que implicaria o abandono das transplantações pediátricas e o fim do programa em Portugal;
- a Farmácia do pediátrico vai deixar de enviar os medicamentos aos pais, ou seja os pais do Algarve, Açores, etc, terão de se deslocar propositadamente a Coimbra para irem levantar os medicamentos dos seus filhos;
- a administração do pediátrico informou a Hepaturix, na pessoa da Teresa, que iam reavaliar esse problema, o que nos deu a esperança que afinal essa ideia absurda não iria para a frente!!
- a Dra. Isabel anda visivelmente stressada e revoltada e parece que apresentou a demissão (!?);
- o Dr. António Pedro, já lá não está, pois está em Lisboa e não foi substituído o que significa que a Dra. Isabel está novamente sozinha;
- o projecto anunciado em Fevereiro de 2009 pelos responsáveis dos HUC, CHC e ARS, de passagem dos transplantes pediátricos dos HUC para o Pediátrico, está completamente posto de lado e fala-se já em fusão do CHC com os HUC;
- parece (?!) que querem substituir os imunossupressores dos N/ filhos por genéricos;
- a “reavaliação” dita à Teresa não deu em nada e ‘parece’ que está confirmado que a partir do dia 01/12 vamos ter de nos deslocar mensalmente a Coimbra para ir levantar os imunossupressores. No caso do N/ filho, não se percebe que nos passem receitas para três meses e depois nos obriguem a ir mensalmente buscar o medicamento, mas… nós estamos a 100 Kms de Coimbra e essa atitude causa-nos transtorno, mas imagine-se o que acontecerá com os Teotónios de Lisboa, com os Pirk do Algarve, com os transplantados das Ilhas, etc, etc, etc!
Faz este mês um ano que lancei o meu livro “Lutar até Viver”, através do qual tentei passar uma mensagem de esperança e de orgulho nas equipas médicas de Coimbra e nos Hospitais que salvaram os N/ filhos!! Por temer que todo este pesadelo poderia um dia acontecer, achei que fazendo o livro daria um forte empurrão ao programa de transplantação pediátrico e dessa forma, honrava a história e a audácia do seu fundador, o Sr. Prof. Linhares Furtado.
Apesar do meu livro ser largamente elogioso dos HUC e do CHC/Pediátrico, até hoje nem uma palavra ouvi das respectivas administrações hospitalares. Ouvi palavras elogiosas do Sr. Presidente da Republica, do Director Geral da Autoridade dos Serviços Sangue e Transplantação, do Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, etc, etc, etc, mas das Administrações dos Hospitais visados, nada!
A Dra. Isabel está visivelmente a passar um mau bocado e necessita que a ajudemos, mas sem a envolvermos numa guerra!
A Hepaturix tem de se unir e tomar uma posição publica sobre tudo! Apelo a todos os pais que individualmente tomem posições que ajudem a Hepaturix na “guerra” que se avizinha!
Se os transplantes hepáticos pediátricos acabarem em Coimbra, até que o programa possa funcionar em pleno noutro sítio qualquer, muitas crianças irão morrer, porque, como disse o Sr. Professor Linhares Furtado há não muito tempo, “infelizmente não haverá resposta em tempo útil no estrangeiro para todas elas”!
Vítor Raimundo Martins
Resumindo:
- o Dr. Emanuel foi dado como certo no Stº António/Porto o que implicaria o abandono das transplantações pediátricas e o fim do programa em Portugal;
- a Farmácia do pediátrico vai deixar de enviar os medicamentos aos pais, ou seja os pais do Algarve, Açores, etc, terão de se deslocar propositadamente a Coimbra para irem levantar os medicamentos dos seus filhos;
- a administração do pediátrico informou a Hepaturix, na pessoa da Teresa, que iam reavaliar esse problema, o que nos deu a esperança que afinal essa ideia absurda não iria para a frente!!
- a Dra. Isabel anda visivelmente stressada e revoltada e parece que apresentou a demissão (!?);
- o Dr. António Pedro, já lá não está, pois está em Lisboa e não foi substituído o que significa que a Dra. Isabel está novamente sozinha;
- o projecto anunciado em Fevereiro de 2009 pelos responsáveis dos HUC, CHC e ARS, de passagem dos transplantes pediátricos dos HUC para o Pediátrico, está completamente posto de lado e fala-se já em fusão do CHC com os HUC;
- parece (?!) que querem substituir os imunossupressores dos N/ filhos por genéricos;
- a “reavaliação” dita à Teresa não deu em nada e ‘parece’ que está confirmado que a partir do dia 01/12 vamos ter de nos deslocar mensalmente a Coimbra para ir levantar os imunossupressores. No caso do N/ filho, não se percebe que nos passem receitas para três meses e depois nos obriguem a ir mensalmente buscar o medicamento, mas… nós estamos a 100 Kms de Coimbra e essa atitude causa-nos transtorno, mas imagine-se o que acontecerá com os Teotónios de Lisboa, com os Pirk do Algarve, com os transplantados das Ilhas, etc, etc, etc!
Faz este mês um ano que lancei o meu livro “Lutar até Viver”, através do qual tentei passar uma mensagem de esperança e de orgulho nas equipas médicas de Coimbra e nos Hospitais que salvaram os N/ filhos!! Por temer que todo este pesadelo poderia um dia acontecer, achei que fazendo o livro daria um forte empurrão ao programa de transplantação pediátrico e dessa forma, honrava a história e a audácia do seu fundador, o Sr. Prof. Linhares Furtado.
Apesar do meu livro ser largamente elogioso dos HUC e do CHC/Pediátrico, até hoje nem uma palavra ouvi das respectivas administrações hospitalares. Ouvi palavras elogiosas do Sr. Presidente da Republica, do Director Geral da Autoridade dos Serviços Sangue e Transplantação, do Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, etc, etc, etc, mas das Administrações dos Hospitais visados, nada!
A Dra. Isabel está visivelmente a passar um mau bocado e necessita que a ajudemos, mas sem a envolvermos numa guerra!
A Hepaturix tem de se unir e tomar uma posição publica sobre tudo! Apelo a todos os pais que individualmente tomem posições que ajudem a Hepaturix na “guerra” que se avizinha!
Se os transplantes hepáticos pediátricos acabarem em Coimbra, até que o programa possa funcionar em pleno noutro sítio qualquer, muitas crianças irão morrer, porque, como disse o Sr. Professor Linhares Furtado há não muito tempo, “infelizmente não haverá resposta em tempo útil no estrangeiro para todas elas”!
Vítor Raimundo Martins
sábado, 13 de novembro de 2010
Moscovo
A Lígia chegou da Rússia! Ainda bem, pois esta semana não foi fácil e chegaram-me de Coimbra algumas noticias que me deixaram sériamente preocupado! Nos 'posts' posteriores irei falar um pouco do que se passa porque as coisas estão a complicar-se e nós os pais, em conjunto com a Hepaturix temos fazer algo!
sábado, 6 de novembro de 2010
28 Novembro de 2009
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Doçuras ou Travessuras
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
3ª Edição
Na semana passada soube que a Chiado Editora vai fazer uma terceira edição do nosso livro! Não posso deixar de ficar satisfeito por um livro deste género, de autor desconhecido e sobre um tema em que a nossa sociedade infelizmente continua a ignorar, tenha conseguido esse pequeno feito.
Há dias uma conterrânea disse-me emocionada que já o tinha lido duas vezes e ia começar a terceira…
Ou seja, os amigos, os conhecidos e todos aqueles que por esta ou aquela razão acabaram por ler o “Lutar até viver”, vivenciaram uma experiência “tocante” e que nos aproximou a todos!
Obrigado a todos que têm mantido “a chama viva”, pois dessa forma têm publicitado o nosso livro e é isso que tem permitido passar a sua mensagem.
O programa de TRH Pediátrico de Coimbra vive um momento ambíguo, pois não conseguimos perceber o alcance das coisas e nem temos bem consciência de como estão!
Faço votos para que esta terceira edição esteja “mais disponível” e “mais visível”, porque neste momento a divulgação deste tema era a melhor ajuda que poderíamos dar para acabar com a indefinição que se vive em Coimbra.
A terceira edição estará disponível antes do final do corrente mês de Outubro.
Há dias uma conterrânea disse-me emocionada que já o tinha lido duas vezes e ia começar a terceira…
Ou seja, os amigos, os conhecidos e todos aqueles que por esta ou aquela razão acabaram por ler o “Lutar até viver”, vivenciaram uma experiência “tocante” e que nos aproximou a todos!
Obrigado a todos que têm mantido “a chama viva”, pois dessa forma têm publicitado o nosso livro e é isso que tem permitido passar a sua mensagem.
O programa de TRH Pediátrico de Coimbra vive um momento ambíguo, pois não conseguimos perceber o alcance das coisas e nem temos bem consciência de como estão!
Faço votos para que esta terceira edição esteja “mais disponível” e “mais visível”, porque neste momento a divulgação deste tema era a melhor ajuda que poderíamos dar para acabar com a indefinição que se vive em Coimbra.
A terceira edição estará disponível antes do final do corrente mês de Outubro.
domingo, 19 de setembro de 2010
1º Lugar - Anipop

Hoje a Inês "obrigou-nos" a acompanhá-la a Lisboa, ao IPJ no Parque das Nações, porque tinha-se inscrito num concurso de desenho ...
A convenção Anipop é uma reunião de jovens e alguns personagens estranhos, todos com um ponto comum "a manga" Japonesa....
Nesta foto a Inês tinha acabado de saber que ficou em 1º lugar!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Benirrás - Pôr do Sol
Benirrás é uma praia que "volta e meia" aparece nos jornais por causa dos fantasmas de alguns projectos imobiliários que teimam em "assustar" todos aqueles que defendem uma Ibiza com menos betão e mais igual a si própria, a Ibiza dos hippies e dos anos 60. Quem conhece Tenerife, Palma Maiorca, Gran Canaria, etc, percebe que Ibiza é um paraíso, isto apesar do excesso de estradas que já começam a incomodar, especialmente entre o centro da ilha e Stº António. Conheci Ibiza ainda com as estradas de paralelepípedos, agora são todas em alcatrão, enfim, uma tristeza e este incêndio de Benirrás faz-me ficar apreensivo, por razões óbvias!
Deixo-vos aqui uma imagem característica de Benirras , o famoso pôr-do-sol que normalmente é recebido com palmas, beijos, tambores e coisas assim!
Benirrás

Umas das coisas que sempre me impressionou em Ibiza, é que já são alguns os anos em que sucessivamente passamos lá férias e nunca vimos incêndios, isto apesar da vegetação em Ibiza ser "perigosa", pois é essencialmente composta à base de pinheiros e as temperaturas serem propícias a estas desgraças. Ibiza tem uma vegetação muito agradável e saudável, aliás, aqui em Portugal temos abundantes zonas idênticas...
Há pouco deparei com esta notícia que a foto ilustra!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Avanço nos transplantes - Portugueses descobrem novas células
De: Gonçalves Carla
Enviada: sexta-feira, 13 de Agosto de 2010 14:56
Assunto: Avanço nos transplantes
Esta noticia saiu hoje no Jornal Correio da Manhã, é sempre bom saber os progressos que a ciência está a fazer.
Marta Monteiro e Luís Graça, investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, descobriram um novo tipo de linfócitos – células do sangue com papel muito importante no controlo das infecções – que ‘migram’ para o fígado e suprimem a rejeição em caso de transplante. Os resultados da investigação são publicados na edição de 15 de Agosto da prestigiada revista científica ‘Journal of Immunology’.
Um dos problemas associados ao transplante do fígado reside precisamente na resposta do sistema imunitário ao órgão transplantado. Mas "se usarmos estas células podemos fazer com que o órgão seja aceite sem produzir efeitos no sistema imunitário que não está envolvido na resposta ao transplante", afirmou Luís Graça.
Os cientistas encontraram ainda uma forma de estimular a produção destes linfócitos.
(Obrigado Carla Gonçalves)
Enviada: sexta-feira, 13 de Agosto de 2010 14:56
Assunto: Avanço nos transplantes
Esta noticia saiu hoje no Jornal Correio da Manhã, é sempre bom saber os progressos que a ciência está a fazer.
Marta Monteiro e Luís Graça, investigadores do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, descobriram um novo tipo de linfócitos – células do sangue com papel muito importante no controlo das infecções – que ‘migram’ para o fígado e suprimem a rejeição em caso de transplante. Os resultados da investigação são publicados na edição de 15 de Agosto da prestigiada revista científica ‘Journal of Immunology’.
Um dos problemas associados ao transplante do fígado reside precisamente na resposta do sistema imunitário ao órgão transplantado. Mas "se usarmos estas células podemos fazer com que o órgão seja aceite sem produzir efeitos no sistema imunitário que não está envolvido na resposta ao transplante", afirmou Luís Graça.
Os cientistas encontraram ainda uma forma de estimular a produção destes linfócitos.
(Obrigado Carla Gonçalves)
domingo, 1 de agosto de 2010
Seis anos de TRH - Ibiza 26/07/2010
Durante as nossas férias ocorreu o aniversário do transplante do Vitor Alexandre. É uma data que nos deixa um misto de emoções, por um lado a alegria da salvação do nosso filho, por outro, o respeito pela memória do dador! Embora nos recordemos sempre do que aconteceu, não nos sentimos com vontade de festejar mas apenas de assinalar o momento pois este é o sexto ano da nova vida do nosso filho.
A pintura em anexo, estava numa parede no centro da cidade de Ibiza! O "artista", de forma completamente despegada gastou o seu talento a embelezar uma parede suja, que desta forma não passa despercebida, pois todos podem apreciá-la, livremente, anonimamente!
Esta pintura deu uma nova vida a esta parede...
sábado, 31 de julho de 2010
Olá!
E acabaram as férias!
Logo agora quando quase todos estão a iniciá-las!!
Enfim, vamos lá ganhar coragem para vencer esta guerra psicológica que se avizinha...
Fomos de férias e esquecemo-nos da "banana" da Net e por azar o hotel não tinha Wi-Fi, coisa rara!! Mas, talvez até tenha sido bom, pois, depois de conseguirmos quebrar o período de carência, nem nos lembrava-mos que isso existia!
Hoje estou cansado e fico por aqui, mas depressa voltarei ao Blog.
Abraços,
Logo agora quando quase todos estão a iniciá-las!!
Enfim, vamos lá ganhar coragem para vencer esta guerra psicológica que se avizinha...
Fomos de férias e esquecemo-nos da "banana" da Net e por azar o hotel não tinha Wi-Fi, coisa rara!! Mas, talvez até tenha sido bom, pois, depois de conseguirmos quebrar o período de carência, nem nos lembrava-mos que isso existia!
Hoje estou cansado e fico por aqui, mas depressa voltarei ao Blog.
Abraços,
terça-feira, 13 de julho de 2010
"Lutar até Viver" e os Açores
A partir de Sábado o nosso livro também estará disponível nos Açores, na
Livraria Solmar
Av Infante D. Henrique,
C.C. Solmar, nº 7
9504-529 Ponta Delgada
Livraria Solmar
Av Infante D. Henrique,
C.C. Solmar, nº 7
9504-529 Ponta Delgada
sábado, 10 de julho de 2010
Outra reacção que guardaremos no coração!
Caros amigos Lígia, Vitor, Vitinho, Inês e Patrícia
O porquê destas palavras que vos envio?
O porquê de só agora?
No dia 28/11/2009 lançaram na Fnac em Coimbra, o vosso livro intitulado “Lutar até Viver”.
Estive presente no início, mas (…) impediu-me de assistir até ao fim como gostaria.
Comprei só dois livros!
O stress habitual inerente a uma viagem de avião (…) levaram-me a esquecer o livro no carro.
Com o regresso do período de férias, chega a azáfama profissional e familiar. O livro ficou esquecido.
O Natal chegou rapidamente. Achei que seria a prenda ideal para 2 amigos (…).
Enfim … fiquei sem livro para ler cujo título e tema me despertavam tanta curiosidade!!
Surpresa e tristeza quando tentei comprar e já não havia!
Felizmente em 18/02/2010, dia do lançamento do livro do Sr. Prof. Linhares Furtado, consegui finalmente comprar alguns exemplares.
Guardei-os! Quando os quis ler não encontrei.
Chega a Semana-Santa. (…) Ao procurar algo para ler, encontrei o livro que há tanto ansiava ler! Que coincidência! Uma semana tão simbólica para nós católicos.
Depressa o devorei dado o interesse do tema e a forma cativante como está escrito e ilustrado – um impressionante testemunho de luta pela vida com Amor, Sofrimento e sempre com Fé.
É o retrato de muitas vivências de doentes (hepáticos, renais e cardíacos) e seus familiares, por mim partilhada ao longo do meu percurso profissional nesta área. Os tais “SOS” de que fala, fazem-nos sofrer demasiado…
O lutar pelo “Anónimo” cuja vida depende de um órgão, tem sido percurso nem sempre fácil, que envolve trabalho e sofrimento, mas compensador. Exemplos como o vosso, incentivam-nos a prosseguir esta luta, mesmo em momentos que nos apetece desistir…
Obrigado pela força que nos conseguem transmitir e com que nos sentimos recompensados.
Obrigado pelo vosso excelente contributo para a causa da Doação/Transplantação do nosso País. Será sobretudo uma ajuda preciosa para familiares e doentes em situação similar.
Parabéns pela vossa coragem nos vossos depoimentos vestidos de tanta riqueza humana, pela vossa solidariedade, enfim pela “Grande Familia” que são.
Que Deus vos ajude e compense pelo bem que fazem para com o próximo.
Com um abraço amigo,
Ana Maria Calvão Silva
Coimbra, 06/04/2010
Responsável pelo Gabinete Coordenação Colheita Orgãos e Transplante dos HUC
Hoje decidi publicar esta carta e espero que a Dra. Ana Maria Calvão não me leve a mal por isso. Apenas omiti aquilo que me pareceu um pouco mais pessoal e que não releva para o objectivo que norteou esta decisão. Da mesma forma que a Dra. Ana Maria se sentiu recompensada ao ler o nosso livro, nós ficámos orgulhosos por termos merecido estas palavras! Obrigado.
O porquê destas palavras que vos envio?
O porquê de só agora?
No dia 28/11/2009 lançaram na Fnac em Coimbra, o vosso livro intitulado “Lutar até Viver”.
Estive presente no início, mas (…) impediu-me de assistir até ao fim como gostaria.
Comprei só dois livros!
O stress habitual inerente a uma viagem de avião (…) levaram-me a esquecer o livro no carro.
Com o regresso do período de férias, chega a azáfama profissional e familiar. O livro ficou esquecido.
O Natal chegou rapidamente. Achei que seria a prenda ideal para 2 amigos (…).
Enfim … fiquei sem livro para ler cujo título e tema me despertavam tanta curiosidade!!
Surpresa e tristeza quando tentei comprar e já não havia!
Felizmente em 18/02/2010, dia do lançamento do livro do Sr. Prof. Linhares Furtado, consegui finalmente comprar alguns exemplares.
Guardei-os! Quando os quis ler não encontrei.
Chega a Semana-Santa. (…) Ao procurar algo para ler, encontrei o livro que há tanto ansiava ler! Que coincidência! Uma semana tão simbólica para nós católicos.
Depressa o devorei dado o interesse do tema e a forma cativante como está escrito e ilustrado – um impressionante testemunho de luta pela vida com Amor, Sofrimento e sempre com Fé.
É o retrato de muitas vivências de doentes (hepáticos, renais e cardíacos) e seus familiares, por mim partilhada ao longo do meu percurso profissional nesta área. Os tais “SOS” de que fala, fazem-nos sofrer demasiado…
O lutar pelo “Anónimo” cuja vida depende de um órgão, tem sido percurso nem sempre fácil, que envolve trabalho e sofrimento, mas compensador. Exemplos como o vosso, incentivam-nos a prosseguir esta luta, mesmo em momentos que nos apetece desistir…
Obrigado pela força que nos conseguem transmitir e com que nos sentimos recompensados.
Obrigado pelo vosso excelente contributo para a causa da Doação/Transplantação do nosso País. Será sobretudo uma ajuda preciosa para familiares e doentes em situação similar.
Parabéns pela vossa coragem nos vossos depoimentos vestidos de tanta riqueza humana, pela vossa solidariedade, enfim pela “Grande Familia” que são.
Que Deus vos ajude e compense pelo bem que fazem para com o próximo.
Com um abraço amigo,
Ana Maria Calvão Silva
Coimbra, 06/04/2010
Responsável pelo Gabinete Coordenação Colheita Orgãos e Transplante dos HUC
Hoje decidi publicar esta carta e espero que a Dra. Ana Maria Calvão não me leve a mal por isso. Apenas omiti aquilo que me pareceu um pouco mais pessoal e que não releva para o objectivo que norteou esta decisão. Da mesma forma que a Dra. Ana Maria se sentiu recompensada ao ler o nosso livro, nós ficámos orgulhosos por termos merecido estas palavras! Obrigado.
domingo, 4 de julho de 2010
Eivissa - Cala Vadella
Férias - Ibiza
E está-se a aproximar o dia da partida! Mais uma vez o destino é o mesmo, Ibiza. Este ano estávamos para fazer umas férias diferentes, mas quando chegou a "hora da verdade" ... não tivemos coragem de mudar e todos, sem excepção, concordámos que teriamos de ir ao sitio do costume! Curiosamente vamos para o Hotel das primeiras férias, o Sol s'Argamassa. A ideia é mesmo esta, vamos despedir-nos e tentar estar uns anos sem ir! Vamos fazer o percurso Ovar/Toledo e depois no dia seguinte, Toledo/Denia/Ibiza. No dia 31/07 regressaremos até Salamanca e depois Salamanca/Ovar. Realmente o N/ envolvimento com a ilha já começa a ultrapassar o do mero turista, pois temos de ir dizer olá a um amigo que tem casa de férias, temos de ir cumprimentar o José Luis a Cala Vadella, temos de ir ao Galinheiro, a S. José, cuja proprietária já nos conhece há uns anos, etc, etc.
A foto em cima é de uma das N/ praias favoritas - Cala Tarida.
sábado, 3 de julho de 2010
Daniel Serrão - Apresentação em Ovar do "Lutar até Viver"
Lutar até Viver de Vitor Raimundo Martins
Primeiro a questão do género. Não é um romance. Não é uma narrativa ficcionada.
É um depoimento pessoal:
- rigoroso, na apresentação dos factos;
- corajoso, nas críticas a pessoas e instituições;
- sensível e sofrido, com forte carga emocional;
- delicado no tratamento do tema da transcendência.
Do que trata – da realidade da vida e do mistério da morte, de uma criança que nasce com grave doença hepática que a levará á morte; de uns pais que não desistem nunca de a salvar da morte anunciada; de duas irmãs que “amam o seu irmão pequenino e não o querem perder”; das dificuldades de os médicos e os hospitais lidarem com a doença da criança e com o sofrimento dos Pais; de terem chegado a um porto seguro no serviço de transplantação hepática dos Hospitais de Coimbra onde o único tratamento possível foi efectuado – a transplantação de um fígado. De tudo isto trata este livro e o prefácio do Dr. Emanuel, o cirurgião que executou o acto, explica-o bem.
O livro está bem escrito e é por isso de leitura muito agradável. Não tem pretensões de academismo literário. Não é uma escrita pretensiosa ou moralista. O texto brota quase espontaneamente do coração do Pai, com incisos da alma da Mãe Lígia, que não hesita em escrever uma primeira carta a Deus, pondo-O ao corrente do que se está a passar com o seu filho Vitor, como diz, um “ser pequenino que criaste à tua imagem”. E pede com simplicidade que faça o milagre de o salvar da ameaça mortal da doença hepática e metabólica.
Depois de ter sido feita a transplantação de dador morto, a poucas horas de ser colhida parte do fígado da mãe, ela escreve uma segunda carta que vos vou ler:
- Bom dia Deus,
Hoje a aurora trazia uma luz diferente, com uma luminosidade quase celestial, era o teu olhar Deus, tenho a certeza. Olhei pela janela e os pássaros que voavam celebravam a tua luz. Continuo a louvar-te, sei que iluminaste as mãos dos homens e deste a tua mão ao meu pequenino para que se mantivesse forte. Obrigado Deus por me teres ouvido, estou contigo no meu coração e a cada hora a Tua presença traz-me alento.
Obrigado Deus.
Duas palavras aqui se justificam sobre o que se chama milagre. Não é uma subversão da natureza, tornar branco o que é negro para espanto dos incautos. O milagre é a aceitação da presença na auto consciência individual de uma transcendência sem nome, sem matéria e sem tempo. O milagre, como diz o autor foi construído pelas mãos dos profissionais. Para a Lígia essas mãos humanas e casuais foram guiadas para serem perfeitas pela acção invisível e indemonstrável da transcendência a que chamam Deus, mas que, na verdade, não tem nome nem é material.
Fechado este parêntesis direi mais que o livro narra as dificuldades do diagnóstico de uma doença rara, as hesitações médicas sobre o melhor tratamento e a dificuldade em encontrar um profissional que liderasse a salvação da criança como responsabilidade sua. Quando o Serviço de Transplantação Pediátrica de Coimbra com a liderança do dr. Emanuel Furtado assumiu o Vitor tudo se simplificou, gerou nos pais a confiança numa competência e sustentou a esperança.
Este desfecho feliz leva-nos a exigir que esta seja a regra e não a excepção.
Daniel Serrão
Nota: este texto reproduz exactamente as notas manuscritas que o Sr. Professor teve a amabilidade de me oferecer no final. As aspas (parte das irmãs) estava por completar e citei de memória.
O Sr. Professor concluiu falando um pouco do Sr. Professor Linhares Furtado e da forma com o conheceu ainda jovem. A última nota no rascunho é “o Professor Linhares Furtado consumiu a sua vida profissional de exímio cirurgião a lutar contra desinteresses e rotinas. Escreveu um livro corajoso que merece ser lido…”.
O resto é difícil de citar de memória, pois tenho receio de trair o espírito e a letra do verdadeiro discurso.
Primeiro a questão do género. Não é um romance. Não é uma narrativa ficcionada.
É um depoimento pessoal:
- rigoroso, na apresentação dos factos;
- corajoso, nas críticas a pessoas e instituições;
- sensível e sofrido, com forte carga emocional;
- delicado no tratamento do tema da transcendência.
Do que trata – da realidade da vida e do mistério da morte, de uma criança que nasce com grave doença hepática que a levará á morte; de uns pais que não desistem nunca de a salvar da morte anunciada; de duas irmãs que “amam o seu irmão pequenino e não o querem perder”; das dificuldades de os médicos e os hospitais lidarem com a doença da criança e com o sofrimento dos Pais; de terem chegado a um porto seguro no serviço de transplantação hepática dos Hospitais de Coimbra onde o único tratamento possível foi efectuado – a transplantação de um fígado. De tudo isto trata este livro e o prefácio do Dr. Emanuel, o cirurgião que executou o acto, explica-o bem.
O livro está bem escrito e é por isso de leitura muito agradável. Não tem pretensões de academismo literário. Não é uma escrita pretensiosa ou moralista. O texto brota quase espontaneamente do coração do Pai, com incisos da alma da Mãe Lígia, que não hesita em escrever uma primeira carta a Deus, pondo-O ao corrente do que se está a passar com o seu filho Vitor, como diz, um “ser pequenino que criaste à tua imagem”. E pede com simplicidade que faça o milagre de o salvar da ameaça mortal da doença hepática e metabólica.
Depois de ter sido feita a transplantação de dador morto, a poucas horas de ser colhida parte do fígado da mãe, ela escreve uma segunda carta que vos vou ler:
- Bom dia Deus,
Hoje a aurora trazia uma luz diferente, com uma luminosidade quase celestial, era o teu olhar Deus, tenho a certeza. Olhei pela janela e os pássaros que voavam celebravam a tua luz. Continuo a louvar-te, sei que iluminaste as mãos dos homens e deste a tua mão ao meu pequenino para que se mantivesse forte. Obrigado Deus por me teres ouvido, estou contigo no meu coração e a cada hora a Tua presença traz-me alento.
Obrigado Deus.
Duas palavras aqui se justificam sobre o que se chama milagre. Não é uma subversão da natureza, tornar branco o que é negro para espanto dos incautos. O milagre é a aceitação da presença na auto consciência individual de uma transcendência sem nome, sem matéria e sem tempo. O milagre, como diz o autor foi construído pelas mãos dos profissionais. Para a Lígia essas mãos humanas e casuais foram guiadas para serem perfeitas pela acção invisível e indemonstrável da transcendência a que chamam Deus, mas que, na verdade, não tem nome nem é material.
Fechado este parêntesis direi mais que o livro narra as dificuldades do diagnóstico de uma doença rara, as hesitações médicas sobre o melhor tratamento e a dificuldade em encontrar um profissional que liderasse a salvação da criança como responsabilidade sua. Quando o Serviço de Transplantação Pediátrica de Coimbra com a liderança do dr. Emanuel Furtado assumiu o Vitor tudo se simplificou, gerou nos pais a confiança numa competência e sustentou a esperança.
Este desfecho feliz leva-nos a exigir que esta seja a regra e não a excepção.
Daniel Serrão
Nota: este texto reproduz exactamente as notas manuscritas que o Sr. Professor teve a amabilidade de me oferecer no final. As aspas (parte das irmãs) estava por completar e citei de memória.
O Sr. Professor concluiu falando um pouco do Sr. Professor Linhares Furtado e da forma com o conheceu ainda jovem. A última nota no rascunho é “o Professor Linhares Furtado consumiu a sua vida profissional de exímio cirurgião a lutar contra desinteresses e rotinas. Escreveu um livro corajoso que merece ser lido…”.
O resto é difícil de citar de memória, pois tenho receio de trair o espírito e a letra do verdadeiro discurso.
terça-feira, 29 de junho de 2010
À Rosa Bella e ao Vitor Ferreira...
O Dr. Vitor Ferreira que aparece nas fotos ao lado direito do Prof. Linhares Furtado, é Vereador da cultura da CMO e como muitos saberão, antigo basquetebolista do Ovarense. Fez parte da 'equipa maravilha' DJ/Mario Elie e é casado com a simpática Rosa Bella actriz e apresentadora que tivemos o gosto de conhecer no "Porto Canal".
Uma palavra especial para eles e para os seus três filhos que ainda mais brilho deram a este dia inesquecível!
Uma palavra especial para eles e para os seus três filhos que ainda mais brilho deram a este dia inesquecível!
E finalmente a última foto!
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